A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promoveu um debate importante — e ainda pouco falado — sobre o climatério e a menopausa, reforçando a necessidade de mais atenção, informação e políticas públicas voltadas à saúde da mulher.
A audiência pública destacou que essas fases, vividas geralmente entre os 40 e 60 anos, ainda enfrentam invisibilidade e desinformação. Apesar de naturais, podem impactar diretamente a saúde física, emocional e até a vida profissional das mulheres.
Entre os principais pontos discutidos, está a falta de preparo dos serviços de saúde, especialmente na atenção básica. A necessidade de capacitação de profissionais foi um dos principais encaminhamentos, além da ampliação do atendimento e da criação de protocolos específicos para acolher melhor essas pacientes.
O debate também trouxe um olhar mais humano sobre o tema. Muitas mulheres passam por esse período sem entender o que está acontecendo com o próprio corpo, o que pode gerar insegurança, sofrimento e até isolamento — realidade que poderia ser evitada com informação e acompanhamento adequado.
Como resultado, foram apontadas ações como campanhas de conscientização, combate ao etarismo, ampliação do diagnóstico e fortalecimento da rede de apoio, além de projetos que já tramitam com foco específico nesse público.
A discussão reforça um ponto essencial: falar sobre climatério e menopausa não é apenas uma questão de saúde — é também de dignidade e qualidade de vida.
