Trabalho doméstico perde 500 mil postos na pandemia

A empregada doméstica Barbara Cristina, 40, começou 2020 trabalhando em três residências diferentes no Rio de Janeiro, com uma renda mensal próxima a R$ 2 mil. Ela chega ao fim do ano, no entanto, desempregada e sem nenhuma fonte de renda, contando com a ajuda do namorado para pagar as contas.

A situação de Cristina é a mesma que muitas domésticas enfrentam após a chegada da pandemia de Covid-19 ao país. As medidas adotadas para conter a disseminação da doença, como o distanciamento social e as restrições para o funcionamento de comércio e serviços, afetaram sobretudo trabalhadores do setor de serviços.

Segundo Barbara, os empregadores alegaram motivos distintos para a dispensa, mas sempre ligados à pandemia. Ela conta ter ficado sem trabalho em meados de março e abril, quando a maior parte do país passou a adotar medidas restritivas para combater o novo coronavírus.

“Em uma das casas, fui mandada embora porque o orçamento dos patrões caiu, eles trabalham com empresas que foram afetadas pela pandemia. Nas outras, como tinham idosos ou crianças, ficaram com medo que eu levasse a pandemia para dentro da casa deles e me dispensaram”, afirma.

FOLHAPRESS

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