OS FILHOS DO QUARTO

Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto!

Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los,
mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.

Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.

Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa.

Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é…

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.

Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar…

Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.

Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor aceite !

Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido.

Cassiana Tardivo
Psicopedagoga

Cantora desabafa contra Silvio Santos em nova acusação de racismo

Silvio Santos já mostrou diversas vezes que tem atitudes machistas e pensamentos ultrapassados para a televisão, especialmente nos dias de hoje, quando a nova geração está mostrando como se faz programas de audiência com respeito ao público presente no estúdio e assistindo de casa. 

No Programa Silvio Santos exibido neste domingo (8), o apresentador confirmou o problema, dessa vez com uma atitude racista. No quadro “Quem Você Tira?”, onde cantoras competem pela preferência do público interpretando a mesma canção, ele mostrou descontentamento com os resultados da votação do público, que apontava para a vitória larga de Jennyfer Oliver, a única negra na competição. 

O todo poderoso do SBT decidiu ignorar as regras do jogo para dar a vitória para Juliani, além de R$ 500 adicionais. “Se eu estivesse em casa, vendo o programa, na minha opinião, a melhor intérprete na televisão seria Juliani. Você é muito bonita, canta bem. Você ganhou”, disse o apresentador.  

Assim que o programa foi ao ar, os espectadores notaram o problema e comentaram nas redes sociais. O apresentador está sendo acusado de racismo contra Jennyfer. 

Nesta segunda-feira (9), a cantora respondeu a repercussão do resultado do quadro em seu Instagram. Jennyfer se pronunciou sobre o assunto, evitando o termo, mas admitindo que se sentiu “constrangida”.

“Eu fiquei superconstrangida no momento, mas como demorou três semanas para ir ao ar, eu não podia mencionar nada sobre o assunto, e muito menos expor nada, porque o programa não havia passado”, contou.

Jennyfer comentou ainda sobre o momento em que o apresentador interrompeu sua apresentação após ouvir as outras três competidoras cantarem. “Eu jurava que ia ser editado, e eles iriam pular essa parte que ele me barrou de cantar a música. Em nenhum momento eu postei nada dizendo que ele foi racista comigo, ou algo do tipo. As pessoas sentiram e comentaram, postaram coisas no Twitter e no Instagram. Quem assistiu, viu. O povo sentiu a situação”, continuou. 

Oliver se queixou também sobre o critério usado por Silvio para dar dinheiro a mais para Juliani. “Acabou que ele [Silvio] gostou da Ju, ele falou que ela ia ganhar mais 500 reais porque ela era mais bonita. Só que aí entra aquela questão, o quadro era para cantoras, não pela beleza”, comentou. E completou, dizendo: “Todas as meninas eram lindas, na minha opinião, todas cantavam muito bem, tanto é que eu fiz amizade com elas até hoje, uma indica trabalho para a outra, e não é um programa de televisão que vai qualificar o que é melhor ou não”, disse também.

A cantora finalizou dizendo que não ia entrar com qualquer tipo de ação legal contra o programa ou o apresentador. Tampouco pretende participar de outras competições televisivas. “Não vai adiantar, vai continuar do mesmo jeito. Não vai adiantar processar e ir atrás de direitos, porque aí eu vou ser prejudicada, nunca mais vou participar de emissora nenhuma. O que manda é o dinheiro, ele pode comprar advogado, pode calar minha boca”, completou.

Vale lembrar que racismo – atitudes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional – é crime inafiançável no Brasil

Fonte: Hypness

Igreja separa José e Maria em jaulas em crítica contra política de imigração

Como será que a família de Jesus Cristo iria ser tratada se tivesse enfrentar as barreiras imigratórias dos tempos modernos? Será que Maria, José e Menino Jesus poderiam passar pelas alfândegas dos países de primeiro mundo? Quem trouxe essa reflexão foi a Igreja Metodista Unida de Claremont, no condado de Los Angeles.

O presépio montado para o fim de ano mostra Jesus em uma jaula, separado de seus pais, em uma clara analogia à política imigratória de separação dos familiares iniciada pelo ex-presidente Barack Obama e intensificada durante a administração Trump. A crítica está no fato que a família de Cristo migrou fugindo da perseguição de Herodes, assim como milhares de imigrantes na fronteira Sul do país mais rico do mundo.

A foto publicada pela Reverenda para expor a hipocrisia por trás da política migratória

“A gente fez isso pensando que, de alguma maneira, a Sagrada Família está ao lado das famílias separadas. Nós ouvimos seu pedido, nós sabemos como os refugiados foram recebidos e tratados. Nós queremos que a Sagrada Família seja um símbolo em nome dessas pessoas porque eles também eram refugiados”, contou a Reverenda Karen Clark Ristine à imprensa americana.

Desde 2017, a administração tem intensificado a separação de famílias refugiados. Milhares de famílias aguardam resoluções de seus pedidos de vista em cadeias e espaços da imigração americana. Muitos dos imigrantes fogem de conflitos de gangue na América Central, – como os cartéis do México, gangues Belizenhas, Hondurenhas e Guatemaltecas -, e veem no Estado americano um lugar para reiniciar sua vida.

Diversos relatos jornalísticos indicam condições insalubres para a vida humana nesses espaços e diversas organizações internacionais percebem a política americana como uma violação aos direitos humanos.

Fonte: Hypness

‘Com a maternidade eu tive coragem de me expor’, diz Taís Araujo

Atriz consagrada, apresentadora, primeira protagonista negra em uma novela do horário nobre da TV Globo. Não foi à toa que Thais conseguiu um dos postos mais altos da dramaturgia brasileira: interpretou personagens de sucesso, como Xica da Silva, a “empreguete” Penha, além de dar vida a uma das “Helenas” de Manoel Carlos. Como apresentadora, esteve à frente de quatro temporadas do Superbonita, do GNT. Depois, apresentou o Saia Justa. Na TV aberta, faz sucesso com Popstar, reality show musical da Rede Globo. Seu carisma conquistou o público. Prova disso é que foi eleita uma das figuras femininas mais notáveis pelos brasileiros, em pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest.

Além disso, Taís e Lázaro Ramos, seu marido, são considerados um dos principais casais do show business. Com o ator, Taís tem dois filhos: João Vicente, de sete anos, e Maria Antônia, de quatro anos. Segundo ela, a maternidade mudou sua forma de pensar. Trouxe maturidade para expor seus pensamentos, discutir questões raciais. Inclusive, por conta disso, hoje Tais é uma das principais vozes da representatividade negra do país. 

Fonte: Hypness

2ª fase da Fuvest: 9 questões mais difíceis de Português nos últimos anos

© GE/Guia do Estudante

No primeiro dia da segunda fase da Fuvest, estudantes de todo o país encaram 10 questões dissertativas de Português e uma redação. Para se dar bem na prova, é importante se organizar com o tempo e ter uma boa estratégia de prova.

O ideal é que você comece pelas questões que considerar mais fáceis, para garantir pontos e ganhar confiança. Considerando isso, é fundamental saber identificar as perguntas mais complexas ou que exigirão uma dedicação maior.

O professor Eduardo Calbucci, do Curso Anglo, de São Paulo, indicou quais as questões mais difíceis da prova de português da segunda fase da Fuvest nos últimos anos. “São as questões mais interessantes e criativas, que podem ter se tornado mais trabalhosas e que, portanto, merecem a atenção dos estudantes. São questões que realmente têm a cara da prova”, explica. Confira:

2019

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© Anglo Resolve/Reprodução –

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2018

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2017

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Fonte: Msn.

Riot Games pagará US$ 10 milhões a funcionárias em restituição por discriminação

Riot Games pagará US$ 10 milhões a funcionárias em restituição por discriminação
© Fornecido por IGN Brasil Network Riot Games pagará US$ 10 milhões a funcionárias em restituição por discriminação

Riot Games, desenvolvedora e publisher de League of Legends (LoL), restituirá um total de US$ 10 milhões a funcionárias por discriminação de gênero e assédio no ambiente de trabalho. O fundo será dividido entre cerca de mil funcionárias que se identificam como mulheres e trabalharam na empresa desde novembro de 2014 — o valor individual de restituição vai depender do tempo de casa de cada pessoa e funcionárias fixas receberão mais do que contratadas temporárias.

A decisão judicial determinou que a empresa violou a California’s Equal Pay Act [lei californiana de igualdade salarial]. As informações foram obtidas pelo Los Angeles Times. Ao jornal, um representante da Riot disse: “Estamos felizes em ter proposto um acordo para resolver o processo coletivo. O acordo é um importante passo e demonstra nosso comprometimento de viver à altura de nossos valores e fazer da Riot um ambiente inclusivo para os melhores talentos da indústria.”Jessica Kent protesta em maio de 2019. Imagem: Dania Maxwell / Los Angeles Times

A polêmica começou em meados de 2018, quando o Kotaku publicou uma reportagem investigativa explicando “a cultura de sexismo” na Riot Games. 22 dias depois, empresa se desculpou pelo ocorrido e revelou que mudaria o comportamento interno. Em novembro do mesmo ano, uma funcionária e uma ex-funcionária processaram a desenvolvedora.

‘Ligue 180’ recebe denúncias sobre assédio e violência contra a mulher

O LA Times cita que o processo acusava a Riot de discriminação de gênero, bem como assédio sexual e demissão injustificada. Em maio de 2019, cerca de 200 funcionários da Riot protestaram após a empresa tentar resolver a disputa legal por meio de arbitragem em vez de um julgamento.

Fonte: Msn.

Avô com Alzheimer decora e canta música para neto: ‘Não estou sabendo lidar’

O quão forte pode ser a ligação entre netos e avós? Para o músico Lucas Laypold – de 20 anos, este é um tipo de amor que não conhece limites. Há quatro anos, o avô Daniel Casagrande foi diagnosticado com Alzheimer, e o jeito do jovem lidar com a doença, foi através da música. Ele até compôs uma música a ele, para que ele nunca se esquecesse do neto. Depois de cantar o refrão repetidas vezes pela casa, na última semana ele pode ver que seu avô, não somente decorou, como cantou a música.

Meu avô com alzheimer DECOROU a música que eu fiz pra ele!!!!!!!
ESSE É O VÍDEOOOOO!!!! 495K7:00 PM – Nov 27, 2019Twitter Ads info and privacy150K people are talking about this


Sem saber lidar com tamanha felicidade, Lucas publicou o vídeo de seu avô cantando sua música, que não precisou de muitas horas para viralizar. O músico mora com os avós na cidade de Porto Alegre, e confessa que fez a música para que seu avô nunca se esquecesse da relação especial que existe entre eles.

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Surpreso, ao perguntar ao ‘vô cabelo’ – apelido carinhoso que ele mesmo deu, que música era aquela que ele estava cantarolando, teve como resposta: “É aquela que tu canta para mim”. Foi então que Lucas decidiu propor um desafio: posicionou o celular e decidiu filmar o avô cantando, enquanto ele o acompanhava com o violão. O sucesso foi tanto, que no dia 1 de dezembro eles gravaram ‘Vê se não me esquece mais’, em estúdio!

avô com alzheimer canta 2

Desafio proposto, desafio concluído. O momento especial já foi visualizado mais de 4 milhões de vezes, e compartilhado por milhares de pessoas. Se o refrão pede para que seu avô não se esqueça jamais dele, esta história nos mostra como o amor pode ultrapassar barreiras. “É genial ele ter decorado a música, ele não lembra de muita coisa. Decorar a música foi um choque. Eu fiz a letra de coração, fiz porque precisava prestar essa homenagem. Postar na internet foi muito improviso. Não imaginava mesmo que chegaria a tantas pessoas. Não estou sabendo meio que lidar”, completa o jovem emocionado.

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E aos que convivem com situação parecida, Lucas deixa um recado: “O que eu quero mesmo falar para quem tem que lidar com a doença é: sejam felizes com as pessoas que vocês amam. A pessoa está com a doença? Então vou curtir até ela não se lembrar mais de mim. É fazer palhaçada, brincar. No fim, é dar muito amor”.

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Fonte: Hypeness.

Manu Coutinho conhece espectadora mirim que se encantou com seu cabelo

Você já sabe que Maju Coutinho já é uma jornalista e uma personagem icônica, né?

Mesmo incomodando muito por onde passa, ela já fez história como a primeira mulher negra na história a apresentar o Jornal Nacional no horário nobre da Rede Globo; tornou-se a nova apresentadora do Jornal Hoje, substituindo Sandra Annenberg; sabe explicar desigualdade como ninguém e ainda zerou o jogo da representatividade, ganhando uma fã mirim elogiando seu cabelo no vídeo mais fofo do mundo: 

Representatividade importa demais, né?

E, nesta terça-feira (3), Maju zerou outro jogo: o da simpatia. Ela recebeu ninguém menos que a sua fã de 2 aninhos, Maria Alice, a estrela do vídeo, na redação dos estúdios Globo de São Paulo. Após a repercussão, o ‘Encontro com a Fátima’ organizou o encontro de Maria Alice com Maju Coutinho. A menina viajou com a mãe do Piauí até São Paulo.

Ver imagem no Twitter

O figurino escolhido pela apresentadora foi uma homenagem a pequena: amarelo – já que, no vídeo, este é outro detalhe comentado e que fez a pequena se identificar.

Temos apenas duas palavras para esse encontro: ITI MALIA!

Fonte: Hypeness.

Preparadora vocal das estrelas explica por que artistas pop “dublam” a própria voz

Anitta e Britney são adeptas do playback (Foto: Reprodução/Instagram)
Anitta e Britney são adeptas do playback (Foto: Reprodução/Instagram)

Você já ouviu falar do “playback” e “base pré-gravada”? Desde o início dos anos 90 esses termos vêm sendo bastante utilizados ao falarmos de artistas pop. Britney Spears, conhecida como a princesa do pop, também é chamada de rainha do lipsync — como é chamado o “playback” em inglês.

A cantora costuma usar bastante o recurso desde sua estreia há 20 anos. Em sua primeira passagem pelo Brasil, no Rock in Rio de 2001, a americana foi alvo de críticas depois que o público percebeu o “truque” em um show para 100 mil pessoas. Quem “cantou” foi uma pré-gravação produzida em estúdio.

Dezoito anos depois, o mesmo assunto ganhou as manchetes do Rock in Rio 2019, mas com outra cantora pop: a brasileira Anitta. Reportagens pipocaram dizendo que a dona de “Vai Malandra” não estava cantando ao vivo em algumas partes do show, fato confirmado por ela mesma. “Quando é um show que tem muita dança, muita coreografia, normalmente são gravadas vozes de apoio, sim”, disse ela para os jornalistas após o show.

A prática pode ser pouco confessada, mas é bastante utilizada por grandes nomes da música como Madonna e Beyoncé. A questão é: por que elas precisam de uma voz gravada durante o show?

Uma das preparadoras vocais mais requisitadas do Brasil, Valéria Leal é fonoaudióloga e acompanha artistas como Claudia Leitte, Ivete Sangalo e Anitta. Ela é a responsável por manter a qualidade da voz das artistas por mais de seis horas de trio elétrico no Carnaval de Salvador, por exemplo. A profissional explica o motivo que faz com que os artistas mais renomados usem esses recursos vocais.

“Cantar e dançar simultaneamente exige treinamento específico, controle respiratório e uma coreografia adaptada que leve em conta a biomecânica do corpo e da laringe. A coreografia precisa respeitar as pausas respiratórias. Quando há uma dança muito intensa, alguns artistas preferem ter uma base pré-gravada para um determinado trecho e o restante é cantado ao vivo.”

De acordo com ela, é necessário saber diferenciar os recursos disponíveis que são dois: playback e base pré-gravada.  “No playback, o cantor não canta um trecho da música, ela é inteira dublada. Na base pré-gravada são definidos trechos que funcionam como uma voz de fundo, com reforço na emissão de backing vocais ou com a voz do próprio cantor.

Eventos que requerem bastante concentração por exigirem muito do emocional do artista como apresentações de grandes dimensões transmitidos pela TV, também são os campeões de uso do recurso.

“Beyoncé utilizou playback durante a execução do hino americano na posse do presidente Barack Obama em 2013 porque não se sentiu confortável. Mariah Carey, na performance do American Idol. É preciso ter um uso consciente com bom senso para que o cantor execute a música na grande parte da apresentação sem nenhum tipo de recurso de base gravada”, avalia Valéria.

A própria Beyoncé admitiu o uso do playback durante o evento. “Era uma apresentação ao vivo para a televisão, uma apresentação emotiva e muitíssimo importante para mim, um dos meus momentos de maior orgulho, e devido ao clima, ao atraso, por não ter havido uma passagem de som adequada, não me senti confortável para assumir os riscos”, contou.

No caso de Anitta, Valéria diz que a cantora se prepara desde o início da carreira para continuar com voz potente enquanto dança, mas em shows enormes com muita coreografia, não é possível respeitar as pausas que o corpo precisa.

“Atendo a Anitta desde quando ela tinha 19 anos. O nosso planejamento inclui preparação e treino de resistência vocal para cantar e dançar com uma agenda repleta de shows. Para que a voz se mantenha firme, cantar e dançar de forma coordenada exige condicionamento, treinamento vocal, treinamento cardiorrespiratório, resistência vocal, manobras e ajustes que compensem o uso da voz durante a dança. A coreografia precisa respeitar as pausas respiratórias. O corpo precisa estar estável nas emissões agudas, intensas e prolongadas. A coreografia deve ser inteligente para possibilitar a execução correta do canto.”

Para aguentar a maratona vocal de cantar por duas ou mais horas seguidas, além de todos esses preparos, a dieta do artista também precisa ter uma atenção diferente.

“As cantoras com grande atividade no palco precisam de treinamento específico, coreografias de baixo impacto e a utilização de carboidratos de ingestão rápida, que é uma bebida utilizada por maratonistas para evitar e/ou retardar o efeito de fadiga corporal e vocal. O carboidrato de ingestão rápido é mais uma opção, mas que não substitui o treinamento corporal e vocal adequado.”

Fonte: Yahoo!

Verão: entenda a diferença entre bronzeador, protetor e bloqueador solar

Saiba como se proteger dos raios UV (Getty Images)
Saiba como se proteger dos raios UV (Getty Images)

Com a chegada do verão e do calor, muitas pessoas optam por alternativas não muito saudáveis para pegar um bronzeado antes de voltar à rotina. Para evitar a vermelhidão, descamação ou até o temido câncer de pele, é importante tomar sol com algum tipo de proteção – principalmente entre às 10h da manhã e 16h, período em que a radiação solar é mais forte e nociva. 

Na hora de se bronzear, você sabe a diferença entre o protetor solar, bloqueador e o bronzeador? A gente te explica:

Bronzeador não oferece proteção contra os raios UV

Diferente do protetor e do bloqueador solar, o bronzeador é apenas um filtro que age na camada mais superficial da pele sem a proteção contra os raios ultravioleta, que são nocivos à saúde. Também é importante ressaltar que os bronzeadores em óleo podem ser mais agressivos para a pele, pois sua a absorção é mais rápida do que os produtos em creme, o que faz com que ele precise ser aplicado mais vezes.

Com proteção máxima de até 8 FPS (Fator de Proteção Solar), geralmente o filtro tem resultados em 72 horas após a exposição ao sol. E, para acelerar o bronzeado naturalmente, é indicado o consumo de alimentos ricos em vitaminas A, C e E que ativam a melanina como: cenoura, mamão e couve. 

Protetor solar com 30FPS é o recomendado 

O Consenso Brasileiro de Fotoproteção indica o uso de protetores solares com fator de proteção solar a partir de 30 para a prevenção dos danos causados pelos raios UV (ultravioleta), pois produtos com FPS menores não possuem componentes suficientes para barrar a ação desses raios. Mas o que isso significa?

Reaplique o produto depois de mergulhar (Getty Images)
Reaplique o produto depois de mergulhar (Getty Images)

Ao adquirir um protetor com 30FPS, isso quer dizer que a pele deve demorar 30x mais tempo para ficar avermelhada – um fator 50 demorará 50x, 60 levará 60x…

Para uma proteção efetiva, a recomendação é aplicar o produto todos os dias. E, quando for para a praia ou piscina, indica-se a reaplicação do produto a cada duas horas ou depois de sair da água.

O bloqueador tem um público específico

Bloqueadores solares são indicados principalmente para pessoas que recentemente passaram por cirurgias ou peelings, pois a pele está mais sensível e exposta aos raios UV. E, diferente dos produtos anteriores que permitem a absorção dos raios UVA e UVB, o bloqueador reflete a luz solar, ou seja, não há qualquer penetração dos raios de sol e a pele continua com a cor original.

Fonte: Yahoo!

“Não se destrói o patriarcado com fome”, diz nutricionista contra dietas

A nutricionista Fernanda Imamura (Foto: Reprodução/Instagram@nutrifernandaimamura)
A nutricionista Fernanda Imamura (Foto: Reprodução/Instagram@nutrifernandaimamura)

“Não se destrói o patriarcado com fome”. A frase que ganhou fama na internet nos últimos meses já pode ser vista em panos de prato e camisetas. Sua autora é a nutricionista paulista Fernanda Imamura, 25 anos, que é contra dietas restritivas.

“Quando se faz uma dieta restritiva, você passa grande parte do seu dia pensando em comida. Devido à restrição, muitas vezes, passa fome, então, não sobra energia nem tempo para pensar e fazer outras atividades como militar sobre questões importantes”, explica Fernanda, que tem especialização em transtornos alimentares.

Quer se inspirar? Anota o @ de Fernanda no Instagram (@nutrifernandaimamura). Mas não vá esperando que ela dê a você dicas para cortar esse ou aquele alimento para perder peso. Tampouco que ela dê o caminho para “preparar o corpo para o verão”.

No perfil da especialista, você vai ler que “comida sem glúten e lactose não é mais saudável”, “água com limão só se for na limonada” e que “gordofobia não é piada”. A seguir, confira trechos do bate-papo com ela.

  1. Por que você é contra dietas restritivas?

Elas são feitas para não funcionarem. Quem tenta segui-las sempre acaba frustrado, achando que o problema está na própria “falta de força de vontade”, enquanto, na verdade, são as próprias dietas que não funcionam. Existe uma indústria que lucra muito com a desinformação e o terrorismo nutricional que vivemos. Isso fica claro quando vemos dietas novas serem lançadas a cada dia e, mesmo assim, os níveis de obesidade estarem aumentando. As dietas restritivas geram um pensamento obsessivo sobre comida, estresse e ansiedade, podendo levar à compulsão alimentar. As dietas fazem com que as pessoas não confiem nos próprios corpos e se guiem por cardápios que não têm nada a ver com suas vidas e que não levam em consideração preferências, condições socioeconômicas e culturais. As pessoas se desconectam dos sinais de fome e de saciedade. De acordo Patton (1999), as dietas restritivas aumentam em 18 vezes o risco relativo de desenvolver um transtorno alimentar. Como não se consegue manter a dieta a longo prazo, acontece um efeito sanfona, em que a pessoa fica no ciclo de perda e ganho de peso, o que já foi demonstrado em estudos que é muito prejudicial para a saúde e um grande estresse para o corpo.

  1. Como criou a frase “Não se destrói o patriarcado com fome”?

Eu me inspirei no livro “O Mito da Beleza”, da Naomi Wolf (escritora americana). Nele, ela diz que “Fazer dietas é o sedativo político mais potente na história das mulheres”. Quando se faz uma dieta restritiva, você passa grande parte do dia pensando em comida. Devido à restrição, muitas vezes, passa fome, então, não sobra energia nem tempo para pensar e fazer outras atividades como trabalhar, militar sobre questões importantes, investir nos estudos. Vejo um monte de mulheres incríveis e inteligentes que gastam grande parte do tempo pensando no que vão comer ou deixar de comer, contando calorias e sofrendo por conta das restrições. Percebo que as dietas impedem que as mulheres pensem sobre coisas que realmente importam. A pressão estética sempre esteve presente na história das mulheres e tem muita relação com o patriarcado e o machismo, que sempre tentou manter as mulheres longe de posições importantes.

  1. Se não acredita em dietas, como trata seus pacientes?

Muita gente acha que, por não prescrever dietas restritivas, não trabalho a alimentação dos pacientes, mas é justamente o contrário. Trabalho questões como quantidade e qualidade da alimentação, a diferença é a abordagem que utilizo. Uso a abordagem comportamental, o que faz com que atue de maneira muito mais individualizada, levando em consideração todos os fatores relacionados à alimentação. O foco não é apenas o que a pessoa come, mas como ela come e sua relação com a comida. O acompanhamento permite que o paciente se empodere dos conhecimentos e consiga perceber a alimentação saudável como uma maneira de autocuidado e não punição.

  1. Na sua abordagem, há meta de perda de peso?

Não.

  1. Como avalia a evolução dos pacientes então?

Podemos discutir sobre peso durante as consultas, porém não temos controle sobre esse número. O que temos controle são comportamentos alimentares e estilo de vida do paciente. O número na balança pode variar por diversos motivos, como genética, peso que a pessoa manteve por mais tempo na vida, entre outros. Podemos avaliar a evolução do paciente por outros parâmetros, como exames bioquímicos, pela sua disposição, pela melhora da qualidade da alimentação, pela melhora da percepção de fome e saciedade e de sua relação com a comida e com o corpo. Por exemplo, se antes o paciente sentia muita culpa ao comer determinados alimentos e hoje consegue olhar para a comida de maneira mais neutra, respeitar seu corpo e não sentir culpa ao comer, já é uma grande evolução. Precisamos ampliar nosso olhar sobre o que é evolução.

  1. O que pensa sobre o jejum intermitente?

Alguns estudos demonstram que existe perda de peso com o jejum intermitente, porém eles usam protocolos diferentes, então, ainda não há um consenso sobre o assunto. A questão é que muitas pessoas podem não se adaptar ao jejum por ser um tipo de restrição alimentar. Ele pode causar algumas consequências negativas, como descontrole alimentar, desenvolvimento de compulsão alimentar e piora da relação com a comida. Como tem sido muito difundido na internet, a maioria das pessoas faz por conta própria e nem tem conhecimento das possíveis consequências negativas. Acho bem perigoso. Ainda acredito que o foco na mudança de comportamento seja mais positivo e sustentável do que o jejum intermitente.

  1. O que pensa sobre cortar certas substâncias como glúten mesmo sem indicação médica?

De tempos em tempos, algum alimento ou nutriente é demonizado dentro da nutrição. O glúten nada mais é do que um composto de proteínas e não é necessário retirá-lo da alimentação se você não tem problemas de saúde.

  1. O que pensa sobre a orientação comum dada a pessoas que querem perder peso de “comer de três em três horas”?

Não é necessário comer de três em três horas. O que se precisa é escutar e respeitar os sinais de fome e de saciedade. A nossa fome pode variar de acordo com cada dia e podemos ajustar nossa alimentação de acordo com os sinais que o corpo manda. Pessoas que já fizeram muitas dietas, às vezes, não conseguem perceber esses sinais internos porque por muito tempo se guiaram por sinais externos, então, é necessário da ajuda de um profissional para se reconectar a isso.

  1. É bastante comum que nutricionistas indiquem alimentos orgânicos, leites de oleaginosas, entre outros itens caros. O que pensa sobre?

A alimentação saudável tem de se ajustar a sua vida, não o contrário. Não existem alimentos premium, existem aqueles possíveis dentro da sua condição financeira, e podemos trabalhar de acordo com as possibilidades que você tem. A indústria tenta lucrar muito com essa desinformação dentro da nutrição e cria alimentos que se dizem fit e saudáveis, enquanto, na verdade muitos são ultraprocessados. Na natureza, temos opções muito mais baratas e com melhor qualidade, como legumes e frutas.

  1. Enfim, o que é uma alimentação equilibrada para você?

A alimentação saudável é aquela que respeita a cultura, as condições socioeconômicas, a rotina e as preferências de cada um. O que a pessoa come é importante, mas como ela come e sua relação com a comida é tão importante quanto. Ela necessita de um pouco de tempo e de planejamento, mas não deve ser o foco da vida da pessoa. A alimentação saudável deve priorizar os alimentos in natura e minimamente processados, e cozinhar é extremamente importante para garantir uma boa qualidade. A alimentação saudável é prazerosa e gostosa e possui diversidade, não precisa ser sem graça. Não existem alimentos bons e ruins, permitidos e proibidos, todos os alimentos são neutros e podem estar presentes em uma alimentação saudável, levando em consideração contexto, frequência e quantidades.

Fonte: Yahoo!

Cayla Rodrigues faz visita a secretário de Agricultura por pleitos de Tangará

Na manhã de ontem (3), o secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha, recebeu Cayla Rodrigues, liderança no munícipio de Tangará. Na pauta do encontro, apoio da Sape na mobilização de ações voltadas para o desenvolvimento agropecuário do município, em especial na distribuição de sementes e raquetes de palmas forrageiras aos agricultores familiares da região.

Cayla tem sido uma voz firme na defesa dos pleitos da cidade de Tangará. Recorrentemente ela e seu grupo fazem visitas às secretarias, e órgãos do governo para buscar soluções.

Instituto Rede Mulheres Empreendedoras de São Paulo e revista “Elas por Ela“ promove curso de capacitação especial para mulheres: Ela Pode

Você sempre quis empreender e não sabe como começar?

Essa é a hora!!!

A revista Elas por Ela estará realizando o curso de capacitação do programa Ela Pode em parceria com Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN , nesta quarta-feira (4) de dezembro.

Associadas e esposas de associados podem fazer suas inscrições através do link abaixo.

Uma capacitação promovida pela Rede Feminina de Mulheres Empreendedoras com o apoio do Google !

“Todas as formas de conhecimento devem ser acessíveis e aplicáveis a todos. Vejo o “Ela Pode” como uma ferramenta de transmissão de conhecimento que encoraja e empodera as mulheres. Portanto, enquanto dirigente de uma entidade associativa, vejo esta iniciativa como relevante e que com certeza vai agregar valor aos serviços prestados a nossa coletividade. Pra nós é um privilégio.”

Escreve o Presidente da associação, o Sub tenente Eliabe.

Kalina Veloso é nossa multiplicadora oficial da rede de mulheres.

Vagas LIMITADAS!

Link: https://forms.gle/c4toFLLP46sdK2697

Informações:
84 98896-6549
84 99684-694

Designação de uma gaga como porta-voz parlamentar abre um debate em Portugal

Seu partido, o Livre, pediu mais tempo para suas intervenções, enquanto analistas políticos e alguns deputados criticam sua eleição

A deputada Joacine Katar Moreira, em 30 de outubro, durante uma intervenção no Parlamento português.
A deputada Joacine Katar Moreira, em 30 de outubro, durante uma intervenção no Parlamento português.GETTY IMAGES(PEDRO FIÚZA)

Nas últimas eleições portuguesas, em 6 de outubro, o partido de esquerda radical Livre conseguiu colocar sua cabeça de chapa, Joacine Katar Moreira (Bissau, 1982) na Assembleia da República. É a primeira mulher negra, feminista, antirracista e com gagueira do Parlamento português.

“Eu gaguejo quando falo, não quando penso”, anunciou a candidata da formação numa entrevista à TV durante a campanha eleitoral. “Para a Assembleia da República, os indivíduos [parlamentares] que gaguejam quando pensam são o maior risco”.

A escolha de Katar Moreira por parte de seu partido levantou a primeira polêmica logo após a posse da nova Câmara de Deputados. O Livre pediu que fosse concedido um tempo extra à representante por causa do seu transtorno na fluidez da fala. “Para que haja um tratamento igualitário e uma igualdade de oportunidades, deve haver uma tolerância e tem que ser atribuído o tempo para que a deputada possa expor suas ideias”, declarou o porta-voz da agremiação, Paulo Maucho.

Na sessão de controle do Governo da última da quarta-feira, Matar Moreira não conseguiu formular sua pergunta nos 90 segundos que dispõem os partidos que têm apenas um deputado, como é o caso do Livre. Sua pergunta sobre os incentivos à taxa de natalidade demorou o dobro do tempo estipulado e foi confusa.

Analistas políticos de todas as tendências já haviam abordado o caso, não tanto pela gagueira, mas pelo trabalho de Katar Moreira, a quem pediram que renunciasse ao cargo. “Ela precisa de uma cura de humildade”, afirmou o escritor Miguel Sousa Tavares. “O problema é a dificuldade de passar a mensagem do seu partido”, disse o comentarista Luis Marques. O colunista João Miguel Tavares enfatiza a falta de habilidade de Katar Moreira não para ser parlamentar, mas para se desempenhar na função de porta-voz. “A palavra parlamento em do francês parler, falar. Não há democracia sem debate, e não é possível debater num Parlamento sem um mínimo de fluidez discursiva. Se Joacine pertencesse a um grupo parlamentar, haveria outros deputados disponíveis para falar no recinto e ela poderia se dedicar a escrever discursos ou marcar as linhas estratégicas. Não havendo ninguém, suas intervenções na Assembleia são triplamente absurdas; para ela, que sofre horrores com aquela exposição; para os demais deputados e para os jornalistas e eleitores, que não entendem nada do que diz”.

Mas essa não é a única circunstância que tem sido criticada sobre a representante. Na semana anterior, ela se absteve na condenação a Israelpelos ataques contra Gaza, quando seu partido estava a favor, o que lhe acarretará uma medida disciplinar; ela também deixou vencer o prazo regulamentar sem apresentar iniciativas sobre a futura lei de nacionalidade portuguesa, fundamental na política de seu partido.

Numa das sessões, os jornalistas foram atrás dela para lhe fazer perguntas. Quando a encontraram, ela acabava de dar uma entrevista à rede Al Jazeera, na Sala dos Passos Perdidos da Câmara. A deputada não quis falar, mas os jornalistas insistiram. Finalmente, seu assessor, Rafael Esteves Martins, decidiu chamar a polícia para protegê-la dos repórteres, algo que jamais havia ocorrido no Parlamento.

A atuação da representante do Livre e de seu assessor foi condenada pela Ordem dos Jornalistas, que qualificou o incidente como um atentado à liberdade de expressão na casa da democracia. “Acredito que precisamos começar a respeitar uns aos outros”, respondeu a deputada. O caso não acabou aí, pois o assessor escreveu em sua conta do Twitter que “o trabalho dos jornalistas é precário, mal pago, sujeito a desordens mentais” e que “a cultura do trabalho” de Katar Moreira é uma “cultura de descanso, no sentido intelectual do termo”.

Fonte: El País.

Polêmica: loja usa crachá para identificar funcionárias menstruadas

A iniciativa tomada no Japão teve como justificativa as mulheres receberem maior apoio durante a jornada de trabalho, incluindo direito a pausas mais longas

Loja no Japão ofereceu crachás às funcionárias para serem identificadas quando estivessem menstruadas.  (WWD Japan/Reprodução)

Falar sobre menstruação é um tabu para muitas pessoas, especialmente no ambiente de trabalho. Apesar disso, uma empresa de varejo no Japão decidiu inovar e trazer o assunto à tona entre seus funcionários. A medida – que tinha tudo para ser um avanço social em um país onde pouco se fala sobre a menstruação – acabou gerando muita polêmica não pela quebra do tabu, mas pela execução equivocada da proposta.

A companhia ofereceu às funcionárias um crachá de identificação cujo objetivo era informar às pessoas ao redor quando elas estavam menstruadas. A imagem usada para identificar essas mulheres foi apelidada de “Miss Period” (Senhorita Menstruação, em tradução livre). De acordo com a empresa, a intenção era que, através da identificação, as mulheres recebessem maior apoio durante a jornada de trabalho, incluindo ter direito a pausas mais longas e realizar tarefas menos exaustivas, por exemplo.

Embora a ideia tenha parecido inovadora para alguns, o fato de que as funcionárias foram expostas de maneira constrangedora e trouxe muitas críticas, especialmente dos clientes. “Nunca houve a intenção de compartilhar informações menstruais com os clientes”, comentou Yoko Higuchi, porta-voz da loja de departamentos japonesa Daimaru, à BBC News.

Por causa da polêmica, a empresa afirma que “vai repensar” a proposta de forma que ela continue trazendo os benefícios inicialmente planejados sem colocar as funcionárias em situação desconfortável.

Por que o crachá?

Tudo começou em outubro, na filial Daimaru em Umeda, importante distrito comercial e de entretenimento na cidade de Osaka. Os crachás foram entregues para cerca de 500 mulheres que trabalhavam na seção de roupas femininas. Seu uso, segundo a empresa, era voluntário e foi uma sugestão dos próprios funcionários.

Além de tentar melhorar o ambiente de trabalho para as funcionárias durante o período menstrual, a varejista tinha outros planos na hora de implementar o crachá: informar que a nova seção, dedicada ao “bem-estar das mulheres”, foi inaugurada em 22 de novembro.

As reações

Um dia antes da inauguração, os crachás foram apresentados à imprensa. Alguns veículos de comunicação explicou o acessório como uma forma de conscientizar os clientes e colegas de trabalho sobre o período menstrual das funcionárias. Mas a novidade não foi recebida muito bem pelo público. Segundo um executivo da Daimaru, algumas das críticas “estavam relacionadas a assédio”.

Entre os próprios funcionários houve controvérsia. Muitos se mostraram relutantes em usar a identificação. Para a porta-voz da empresa, essa reação vinha do fato de que eles “não entendiam” o objetivo do crachá. Apesar disso, Higuchi informou que muitos membros da equipe viram a proposta como positiva e diversos clientes ligaram para mostrar seu apoio à iniciativa.Devido à polêmica, a empresa pretende reavaliar a estratégia, mas sem cancelar a política de identificação. Segundo Higuchi, eles pretendem testar uma forma diferente de compartilhar o status menstrual de suas funcionárias sem alertar o público.

Fonte: Veja.

Estupro coletivo de jovem leva indianas às ruas para pedir leis rigorosas

País é o mais perigoso do mundo para mulheres devido à violência sexual; deputada defende linchamento de agressores

Manifestações se intensificam e espalham para cidades como Ahmadabad; indianos pedem por justiça e combate à violência contra a mulher – 02/12/2019 (Ajit Solanki/AP)

Protestos tomaram as ruas na Índia pelo terceiro dia, nesta segunda-feira, 2, para reforçar a indignação popular ao estupro e assassinato de uma jovem de 27 anos na cidade de Hyderabad. Entre as exigências das manifestantes estão a investigação rápida do caso e a adoção de leis mais rigorosas para proteger as mulheres no país.

Também na segunda-feira, a deputada Jaya Bachchan disse que os homens que estupraram e assassinaram a veterinária deviam ser “linchados”. Segundo a emissora britânica BBC, Bachchan disse: “Sei que parece duro, mas esse tipo de pessoa deve ser trazido ao público e linchado”.

Quatro homens todos com idades entre 20 e 26 anos, foram presos e colocados sob custódia judicial por 14 dias. Eles foram identificados como Mohammad Areef, Jollu Shiva, Jollu Naveen e Chintakunta Chennakeshavulu e acusados de esvaziar os pneus da scooter da vítima para isolá-la em uma via escura. Alega-se que ela – o nome é mantido sob sigilo pela Justiça – foi arrastada para uma área abandonada na beira da estrada, onde foi estuprada pelos quatro e asfixiada até a morte. Seu corpo incendiado, reportou o jornal britânico The Guardian.

A vítima havia telefonado para sua irma para informá-la que pneu tinha furado. Seu corpo foi descoberto por um leiteiro na manhã da quinta-feira 28.

No sábado 30, centenas de manifestantes se reuniram do lado de fora de uma delegacia de polícia nos arredores de Hyderabad para exigir justiça. Nesta segunda-feira, as manifestações se espalharam por cidades como Nova Délhi, Bangalore e Calcutá.O caso provocou repulsa em toda a Índia e foi comparado ao estupro e assassinato brutal de uma estudante em um ônibus em Délhi, em 2012. Na época, o caso levou milhares de mulheres às ruas, que conquistaram uma mudança na lei que define crimes sexuais. Como resultado, foi duplicado para 20 anos o tempo de prisão de estupradores e criminalizado o voyeurismo, a perseguição e o tráfico de mulheres.A violência sexual contra mulheres continua generalizada na Índia. O país é o mais perigoso do mundo para ser mulher, de acordo com uma pesquisa de 2018 da Thomson Reuters Foundation

Fonte: veja.

Aos 73 anos, ex-BBB Ieda se casa em praia paradisíaca

Arquivo Pessoal

O amor não tem idade, ainda bem. Aos 73 anos, Ieba Wobeto decidiu mostrar toda sua felicidade ao se casar com o noivo, Marcelo Gomes, de 37 anos, em uma bela cerimônia realizada em Punta Cana, na República Dominicana.

O cenário paradisíaco deu ainda mais beleza a esse momento decisivo na vida da ex-sister, participante da 17ª edição do Big Brother Brasil. “Eu já me casei, há muitos anos atrás, mas confesso que a emoção de hoje foi muito diferente”, disse ela ao Gshow.

Ieda e Marcelomore
Eles se casaram em Punta Canamore

“Hoje, com o Marcelo, foi diferente, eu tinha plena consciência do passo que estava tomando, dos meus sentimento e dos deles. E foi muito bonito, foi perfeito para nós, uma tarde muito maravilhosa. Deu para chorar, a emoção foi grande, as lágrimas vieram”, descreveu.

“E olhar para o Marcelo, com a carinha dele, com o olhar sempre tão carinhoso sempre comigo, isso não tem preço”, completou, sobre a união com o empresário. Para ele, foi “a melhor sensação do mundo”. “Chorei o tempo todo.  Ao ver o carrinho chegando, a música tocando, veio um filme desde a chamada do BBB até o nosso primeiro encontro”, disse.

Fonte: Metrópoles

Vencedores dos Concursos de Música, Redação e Fotografia da 8ª Caminhada Histórica do Natal

Este ano, a Caminhada Histórica do Natal fez a segunda edição dos Concursos de Música e Fotografia, e a primeira do Concurso de Redação do Natal, em parceria com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. As premiações aconteceram em uma sessão solene na ALRN na manhã desta segunda (02), que também homenageou os organizadores do evento.

Para o Concurso de Música, foram 43 inscrições, das quais 12 foram selecionadas como finalistas e apresentadas no show de encerramento do evento no último sábado (30), no largo do Teatro Alberto Maranhão. O espetáculo contou com 22 músicos e, ainda, participações especiais de Laryssa Costa (intérprete do ano pelo Prêmio Hangar de Música e vencedora na categoria intérprete do Concurso Dosinho de Marchinhas Carnavalescas) e os cantores Pedrinho Mendes (que é também compositor) e João Batista, do Programa Fama (produtor musical). Eles também integraram a comissão julgadora do concurso, junto de Ana Morena (instrumentista, curadora no Natura Musical e produtora do Festival DoSol), Júnior Dalberto (consultor artístico do Prêmio Hangar de Música) e Patrícia Farias (coordenadora da Comissão). Além do CD gravado com a apresentação ao vivo das 12 canções, as premiações foram um troféu criado pelo artista visual Guaraci Gabriel, e um valor financeiro para os 3 primeiros lugares no quesito composição, assim como o melhor intérprete (1º Lugar – R$ 2.500,00; 2º Lugar – R$ 1.500,00; 3º Lugar – R$ 1.000,00; e Melhor Intérprete: R$ 2.000,00).

O I Concurso de Redação envolveu alunos do 6º ao 9º ano de escolas públicas e privadas de Natal. Os ganhadores receberam certificados de premiação e reconhecimento emitido pela Escola da Assembleia, além de um Notebook, um Smartphone e um Tablet. Os professores orientadores foram premiados com tablets, e as escolas dos alunos autores receberam, além do certificado também, duas vagas em curso de pós-graduação promovido pela Escola, com início no ano de 2020, para serem distribuídas entre os profissionais do seu quadro funcional.

E, em parceria com o Mercado da Foto, o 2º Concurso Fotográfico de Natal – Um Novo Olhar Para Nossa História abrangeu imagens tiradas durante a Caminhada e condecorou os ganhadores com os seguintes prêmios em dinheiro: 1º Lugar – R$ 1.000,00, 2º Lugar – R$ 800,00, 3º Lugar – R$ 600,00 para a categoria amador; e 1º Lugar – R$ 1.400,00, 2º Lugar – R$ 1.200,00 e 3º Lugar – R$ 1.000,00 para a categoria profissional. Além desses, o quarto e o quinto lugar de ambas as classes também terão suas fotografias exibidas na exposição da Caminhada, com local e data a ser divulgado posteriormente.

Segue a lista dos vencedores dos três concursos da 8ª edição da Caminhada Histórica do Natal:

CONCURSO DE MÚSICA

1º LUGAR: Ridinha – Tico da Costa
2º LUGAR: Aqui é o Meu Lugar – Manassés Campos
3º LUGAR: Bela Ensolarada – João Batista Gomes da Silva
4º LUGAR: Minha Capital – Joumar Araújo Filho
5º LUGAR: Cidade de Luz e Mar – Analuh Soares e Diogo Moreno

INTÉRPRETE VENCEDORA: Nara Costa (Ridinha – Tico da Costa)

CONCURSO DE REDAÇÃO

1º LUGAR
Aluna: Carine Lopes Correia
Escola: Colégio Facex
Professora: Albanisa dos Reis Silva

2º LUGAR
Aluno: Gabriel Lucas Caldas Pinheiro
Escola: Centro Educacional Vista Verde
Professor: José Nilson Júnior

3º LUGAR
Aluna: Elisa Rodrigues Sabino de Araújo
Escola: Colégio Facex
Professora: Alexsandra Santos de Lima

CONCURSO DE FOTOGRAFIA

CATEGORIA AMADOR

1º LUGAR – Ana Luiza Arruda de Souza;
2º LUGAR – Maria Clarisse Leite de Queiroz;
3º LUGAR – Maria Lopes Ricardo Simões;
4º LUGAR – Daniel Corcino Fonseca Miranda;
5º LUGAR – Anderson Victor da Silva.

CATEGORIA PROFISSIONAL

1º LUGAR – Heráclito Patrício Fernandes; 
2º LUGAR – Edilaíne Christine Paiva Gomes;
3º LUGAR – Augusto Ferreira da Silva Ratis Filho;
4º LUGAR – Máurison Silva de Sousa; 
5º LUGAR – Damião Silva da Paz.

Lidia Pace foi sucesso na representação do RN na bancada do Jornal Nacional

O rodízio dos jornalistas de vários estados do país na bancada do Jornal Nacional, em comemoração aos 50 anos do principal telejornal do país, chegou ao fim. Na noite de sábado (30), os responsáveis por encerrar esse momento especial, foram Mário Motta, de Florianópolis e a querida Lídia Pace, do Rio Grande do Norte.

Lídia Pace foi motivo de expectativa nesse encerramento e surpreendeu a todos com seu carisma e talento. Ela que é apresentadora do RN2 na Inter TV Cabugi, também trabalha como editora e repórter de rede, com isso já apareceu em outros jornais da rede nacional em outras ocasiões.

Enquanto ela estava lá, dando o seu melhor e nos representando com toda força e garra, amigos de profissão, familiares e admiradores do seu trabalho, se reuniram com um telão na sala e vibraram com a conquista da apresentadora. Ela de fato é merecedora de tudo isso.

A apresentadora Lidia Pace Agradece em suas redes sociais com uma postagem surpreendente feita pelo ícone do telejornalismo, Cid Moreira. Confira:

“Como se já não bastasse ocupar um lugar, mesmo que por uma noite, da bancada de maior peso do jornalismo Brasileiro… Ainda me deparo com essa postagem. Cid Moreira, o ícone, a voz e a figura que marcaram gerações que cresceram assistido ao JN. Que honra!! Que sonho!! Obrigada de coração, de quem é um grão de areia diante de sua representatividade no jornalismo brasileiro.”

Empreender depois de ser mãe pode ser mais desafiador do que mostram as redes sociais

Em pleno 2019, a maternidade é motivo de discriminação no mercado de trabalho, levando mães a perderem seus empregos. A inflexibilidade nas companhias motiva outras mães a se demitirem. Abrir o próprio negócio parece ser a luz no fim do túnel, porém, empreender pode ser muito mais perrengue e menos glamour 

O empreendedorismo materno no Brasil acontece muito mais por necessidade do que por escolha. A afirmação é embasada pela fala da empresária Ana Fontes, criadora da primeira e uma das maiores plataformas de apoio ao empreendedorismo feminino no país, a Rede Mulher Empreendedora (RME), que conta com 500 mil mulheres cadastradas. “Muitas dessas mães veem no empreendedorismo a luz no fim do túnel após uma demissão”, diz a especialista. Essa percepção tão latente no dia a dia de Ana, que tem como missão ajudar as mulheres a terem sucesso em seus negócios, fica ainda mais clara quando é apresentada em números. Pesquisa da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas, que contou com a participação de quase 250 mil mulheres, mostra que cerca de 50% perderam seus empregos um ano após o início da licença maternidade.

As que não são discriminadas diretamente por conta da maternidade, deixando de fazer parte do time das CLTs, muitas vezes se veem diante de um ambiente no qual é necessário trabalhar como se não tivessem filhos. Reuniões são feitas justamente na hora de pegar as crianças na escola e não há flexibilidade de horários, que possibilite conciliar a rotina com os filhos pequenos. Esgotadas com a situação, muitas pedem demissão. Não à toa, a inflexibilidade de horários está no topo das motivações de 52% das mães que decidem abrir um negócio, segundo pesquisa feita pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora. Foi o caso da designer de moda Bianca Pizzato, de Porto Alegre (RS), que abriu mão do emprego após o nascimento de Benjamin, 3. “Na época, estava fora de cogitação voltar a bater ponto, fazer hora extra e ficar o tempo todo disponível para a empresa. Pedi demissão e fui trabalhar com meus pais”, conta.

Bianca e os dois filhos (Foto: Arquivo pessoal)

O fenômeno da saída de mães do mercado de trabalho, no entanto, não é exclusivo do Brasil. Estudo feito pela Comissão de Igualdade e Direitos Humanos que atua na Inglaterra e no País de Gales, responsável pela promoção e aplicação das leis de igualdade e não discriminação, mostrou que no Reino Unido, estima-se que 54 mil mulheres percam seus empregos todos os anos por discriminação à maternidade.

Já nos Estados Unidos, 43% das mulheres com alta escolaridade deixam o trabalho para cuidar dos filhos. “É uma hemorragia que deve ser estancada para que a discussão sobre equidade entre gêneros se torne legítima. Sinceramente não sei como esse tema ainda não recebe tanto destaque. Desconfio que seja porque as mulheres ainda sentem que o fracasso por não conseguirem conciliar carreira e maternidade seja delas”, reflete a jornalista Nathalia Fernandes, mãe de Sofia, 5, e Luca, 2, e autora do recém-lançado livro “Feminismo Materno – O que a Profissional Descobriu ao se Tornar Mãe” (Pólen Livros).

Após sentir na pele a vergonha ao pedir demissão do emprego que foi resultado de uma formação acadêmica de dar inveja – além da graduação, Nathalia fez diversos cursos e um mestrado em Londres, onde vive há 10 anos – a jornalista voltou para casa sentindo que aquele era um fracasso pessoal. “Levou tempo e precisei ganhar força e confiança para perceber que não são milhões de mulheres ao redor do mundo que estão erradas. A falha é de um sistema de trabalho ultrapassado, que foi criado por homens e para homens na década de 50, antes das imensas transformações tecnológicas das últimas décadas”, diz.

Mesmo avessa a correr riscos, Nathalia foi uma das mães que viu no empreendedorismo uma forma de estar mais perto dos filhos. “No ano passado, criei uma microempresa especializada em conteúdo e, após o período de adaptação, consigo trabalhar com mais flexibilidade. Um dos clientes me pede que eu vá uma vez por semana ou uma vez a cada 15 dias em seu escritório, mas fora isso o trabalho é todo feito remotamente e a comunicação através de e-mails e Skype. Trabalho quando meus filhos estão na escola e, às vezes, quando eles já foram dormir ou nos fins de semana, quando eles podem estar com meu marido. Está funcionando, mas não é um malabarismo simples até mesmo porque também como profissional autônomo, o fluxo de trabalho pode variar bastante”, relata.

Ao serem “empurradas” a empreender, termo usado por Ana Fontes, quase sempre as mulheres não estão preparadas para enfrentar os desafios que virão. E o que se vê em desabafos nas redes sociais e em rodas de conversa sobre o assunto, são mães desesperadas por fazer algum dinheiro, enquanto carregam nos braços o filho pequeno, cuidam da casa e tentam fazer o negócio girar. E essa é justamente a grande diferença entre o empreendedorismo por necessidade e por oportunidade. No segundo caso, há todo um preparo antes da decisão de abrir um negócio, fruto de planejamento e investimento financeiro prévios, o que não acontece quando é resultado de uma demissão surpresa ou quando a mãe se vê forçada a pedir demissão e precisa se virar nos 30 para conseguir logo uma nova fonte de renda.

Para as negras, empreender é ainda mais desafiador

Dados do Sebrae mostram que 49% das empreendedoras negras começam o negócio por pura necessidade, enquanto entre as brancas esse número cai para 35%. Outro ponto é que o rendimento das empreendedoras negras representa a metade dos ganhos das brancas: R$ 1.384 por mês contra R$ 2.691, respectivamente. 

Negra, periférica, mãe solo e ex-reclusa, Renata Alves, CEO da Quebrada Produções, era a verdadeira personificação da falta de oportunidades que uma mulher em suas condições pode ter. Precisou batalhar duas vezes mais que uma mulher branca de classe média para conseguir seu lugar ao sol. A necessidade, no entanto, fez com que enxergasse oportunidade onde só parecia haver faltas. Após cumprir pena por tráfico de drogas durante 2 anos e 4 meses, ela saiu da prisão com muita vontade de recomeçar a vida, porém, sem saber como dar o primeiro passo. “Me tornei a minha maior carcereira. Mas, passado algum tempo, vi que era preciso virar o jogo. Comecei então o curso de psicologia, dando aulas para adultos. Só que o dinheiro não era suficiente para pagar as contas”, diz.

Renata (Foto: Arquivo pessoal)

Até que no final de 2009, Renata fez uma participação num comercial do governo federal, que falava sobre a comunidade de Paraisópolis, onde vive até hoje. Além do cachê, que ajudou a complementar a renda, Renata viu ali uma oportunidade de mercado: “Não tínhamos mão de obra especializada em locações ou figurações na comunidade. Comecei então a achar locações para as produtoras que precisavam de cenário para seus comerciais, filmes e novelas”, conta.

O negócio de Renata está de pé há 10 anos, e a cada dia recebe mais reconhecimento de iniciativas sociais, com previsão de expandir para outras comunidades. Ainda assim, ela enfatiza: “Nunca foi menos trabalhoso que um trabalho CLT. Eu sempre tive horário para sair de casa e nunca tive para voltar. Ser empreendedora não faz com que brote trabalho da noite para o dia. Hoje eu tenho menos tempo porque quando todo mundo viaja eu estou pensando na renda extra que eu preciso gerar se quiser tirar férias”, diz. 

Rede de apoio, conhecimento e boas conexões: a receita do sucesso 

Com um contexto dificilmente favorável, o apoio da família e do parceiro com as questões ligadas ao cuidado com a criança é imprescindível para que essa mãe possa ter um respiro, entender e administrar as demandas do negócio. Não fosse isso, a designer de moda Bianca Pizzato, citada no início da matéria, não teria conseguido pedir demissão e se preparar para criar uma marca própria de roupa infantil enquanto trabalhava com seus pais. A rede de apoio foi tão importante na vida de Bianca, que agora com a caçula Amora, 7 meses, nos braços, ela resolveu expandir a outras mães a ajuda que teve. “Juntamente com outras duas mulheres, criei o coletivo Alma Mater, que tem como propósito fomentar o empreendedorismo materno, promover troca e conhecimento através de uma rede afetiva de mulheres que batalham por um mundo mais igualitário e justo. Nossa primeira ação foi um evento presencial que contou com discussões e capacitação para as mães, a fim de desmistificar a ideia romantizada da maternidade e do empreendedorismo”, conta.

Encontro do coletivo Alma Mater (Foto: Andrea Cocolichi)

Nathalia Fernandes também reconhece a importância da rede de apoio, que foi criando aos poucos para ajudá-la quando há mais demandas de trabalho que o habitual, durante os períodos de férias escolares ou em alguma emergência. 

Para a empresária Dani Junco, fundadora da B2 Mamy, aceleradora de negócios maternos especializada em pesquisa, educação, inovação e tecnologia, o empreendedorismo materno romantizado, ainda é resquício da própria maternidade romantizada. “O discurso é feito em prol do politicamente correto ou do que vende mais na TV. Também é reflexo da noção errônea de alta fragilidade e vulnerabilidade da mulher que tem uma criança pequena em casa. As pessoas não falam a verdade, do tipo: “esse negócio não vai para frente, essa conta não fecha”. E isso afeta tudo, pois só abraços calorosos no clima do “vai lá acredita em você”, não ajudam muito efetivamente”, exemplifica.

A especialista acredita que além da rede de apoio, que vai ajudar com a criança, é preciso o repertório que só a busca pelo conhecimento de seu negócio e as boas conexões proporcionam.

Lia Castro e os três filhos (Foto: Arquivo pessoal)

A empreendedora Lia Castro sabe bem disso. Já tinha uma agência de comunicação quando veio Eva, 5, sua primeira filha. O negócio ia bem até engravidar dos gêmeos Lis e Tomé, 2, quando sentiu na pele o mesmo que acontece com o mercado em geral: os clientes romperam os contratos, receosos de que Lia não desse mais conta do recado. Foi quando ela passou a questionar as relações de trabalho e a maternidade e, juntamente com uma amiga, Carmem Madrilis, fundou o Grupo Mãe. A empresa era voltada a fazer eventos para as mães que, assim como elas, haviam se tornado empreendedoras. “Batemos muito a cabeça no início. Perdemos tempo e jogamos no lixo uma plataforma desenvolvida por nós. A virada de chave veio após entendermos de fato quem era o nosso público alvo e as suas necessidades, o que ficou mais claro após um programa de aceleração de negócios”, conta Lia.

Com os ponteiros do negócio ajustados, as sócias puderam desfrutar de lucros nunca vistos antes: nos dois primeiros meses desse ano faturaram mais que o ano passado inteiro. Hoje, Lia e Carmem capacitam outras mulheres na Escola de Negócios da Mãe Empreendedora.

Lia e Carmem (Foto: Arquivo pessoal)

Principais erros cometidos ao empreender

Acreditar 100% nas fotos lindas de outras empreendedoras “de sucesso” Sabe aquelas fotos maravilhosas de reuniões, com toda a galera reunida em projetos incríveis? Ou falando sobre vendas extraordinárias? Nem sempre a conta bancária ou até mesmo a saúde mental dessas pessoas condiz com as imagens postadas por elas. A grama do vizinho pode até parecer linda, mas só quem realmente vivencia o dia a dia sabe dos perrengues que passa. “É preciso mudar o mindset que tudo será mil maravilhas. Na prática, é muito mais suor do que louros, especialmente no início do negócio ou quando as mães já estão desestabilizadas emocionalmente por conta de tantas mudanças não esperadas”, diz Lia Castro, da Escola de Negócios da Mãe Empreendedora.

Não validar o produto ou serviço No desespero de vender seu peixe, muitas mães saem produzindo loucamente sem saber ao certo como o seu público-alvo vai reagir. Será que o preço está certo? Seu público quer esse produto ou serviço exatamente do jeito que você está oferecendo ou precisa de algumas mudanças? “90% das mães que atendemos não sabem o que é a validação ou a sua importância. Mas quando aprendem a validar seus negócios, um novo caminho que se abre. E isso diminui o tempo e os recursos gastos para que ela alcance os objetivos”, diz Lia.

Escolher os sócios pela amizade O correto, ao criar uma sociedade, é procurar pessoas que tenham habilidades ou condições diferentes das suas, o que nem sempre acontece com amigos ou parentes. “Além disso, pessoas muito próximas tendem a misturar questões pessoais com trabalho. Cometi esse erro no início, mas reprogramei a rota e aprendi com ele”, conta Ana Fontes. 

Investir cedo demais em estrutura física É claro que ter uma boa apresentação da empresa – seja fisicamente, no escritório, ou no material de divulgação – é fundamental. Mas este é um investimento posterior. “Antes de mais nada é preciso avaliar a viabilidade do negócio e traçar um plano para que ele seja sustentável”, diz Ana Fontes.

Misturar as finanças pessoais com as da empresa É muito comum que pessoas que estão começando um negócio, por desconhecimento ou falsa praticidade, paguem contas pessoais com o dinheiro que entra na conta da empresa e vice-versa. “Também cometi esse erro até aprender que o certo é fazer administrações separadas para evitar que uma renda comprometa a outra”, diz Ana Fontes. 

Iniciativas que capacitam mães empreendedoras

Ela Pode
Uma iniciativa do Instituto Rede Mulher Empreendedora com o apoio do Google, tem como objetivo capacitar 135 mil mulheres brasileiras, garantindo independência financeira e poder de decisão sobre seus negócios e vidas. As capacitações são oferecidas gratuitamente para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, de acordo com as demandas apresentadas em cada região do Brasil, com atenção especial para o Norte e Nordeste. Cursos presenciais, com carga horário de 4, 8 ou 16 horas, trabalham os seguintes temas de capacitação: liderança e comunicação assertiva, networking, autoimagem, negociação, finanças e ferramentas digitais.

Rede Tear
Criada a partir da necessidade de conectar mulheres empreendedoras, líderes e investidoras, reuniu, numa primeira etapa, mulheres de diferentes perfis e territórios para rodadas de workshop. Transmídia, o projeto não gera custos às empreendedoras, aliando conteúdo voltado ao universo feminino, entrevistas, curadorias, canais sociais, programa de aceleração, recrutamento e educação. “Para isso, trabalhamos em quatro pilares: empreendedorismo feminino, lideranças, redução da desigualdade de gênero no mercado de trabalho e acesso a recursos financeiros. Nosa plataforma inclui também um mapa de empreendedoras por região do Brasil”, conta Marcella Mugnaini, co-fundadora da Rede Tear. Na prática, é feito um cadastro no site, que gera um mapa com essas mulheres. Daí, basta filtrar e procurar as iniciativas em estados diferentes e por tipo de atuação, gerando networking entre elas.

B2 Mamy
Empresa privada de educação e pesquisa especializada na jornada da maternidade, tem como objetivo formar mulheres líderes e livres economicamente e prover dados para que o mercado reaja positivamente à maternidade. “Nossas trilhas de capacitação são pagas, mas temos um projeto social gratuito, que chamamos de B2Mamy Start. Ele acontece periodicamente para as mulheres da periferia de São Paulo”, diz Dani Junco, fundadora da empresa. O B2Mamy Start tem duração de 1 dia e é voltado às empreendedoras que estão na fase de idealização do negócio. Já o B2Mamy Pulse é uma jornada de 250 horas, ao longo de quatro meses, para acelerar empresas já em um estágio posterior, que precisam ser validadas e estruturadas. Os preços da capacitação variam de R$ 350 a R$ 5 mil. Desde 2016, quando foi fundada, 200 empresas já passaram por 5 turmas de aceleração da B2 Mamy. “Juntas, durante o programa, faturaram nos processos de validação o valor de R$ 2,5 milhões. No acompanhamento anual, 40% das empresas se mantiveram operacionais na ideia original, as outras giraram para um novo modelo de negócio ou fecharam, com mulheres que retornaram ao mercado de trabalho convencional”, diz Dani Junco.

Escola de Negócios da Mãe Empreendedora
A edtech é uma das iniciativas do GRUPO M.Ã.E, fundado há 3 anos, que capacitou 3 mil mães em 16 estados brasileiros. A plataforma digital conta com mais de 100 aulas, que ensinam desde como ter uma ideia de negócio, até abordagens de vendas escaláveis. “Nossa metodologia foi desenvolvida para desmistificar temas que a princípio parecem complexos no universo do empreendedorismo, como gestão, marketing, vendas, contabilidade e finanças. Simplificamos e apresentamos os conceitos de forma leve e que não demande tempo em excesso”, diz Lia Castro. O programa inclui ainda cases de sucesso e ensina as mães a aplicarem os exemplos em pequenos, médios e grandes negócios. A estimativa da edtech é atender mais de 10 mil mães empreendedoras no próximo ano. Para ter acesso às aulas é preciso pagar uma assinatura mensal de R$ 49,90.

Fonte: Marie Claire.