Após beijar cantora em clipe, Luísa Sonza assume bissexualidade: ‘Já tive tanto medo’

As cantoras Luísa Sonza e Carol Biazin no clipe musical Tentação, lançado no YouTube

Após beijar a cantora Carol Biazin no clipe da música Tentação, lançado na noite de quinta-feira (6), Luísa Sonza assumiu sua bissexualidade e fez um desabafo nas redes sociais. “Já tive tanto medo (ok, tenho um pouco ainda) de ser quem eu sou”, declarou a namorada de Vitão.

Na noite de ontem, Luísa divulgou a música feita em parceria com a namorada da cantora Day Limns. Nas imagens, as duas aparecem em clima de romance e sedução e chegam a se beijar.

“Para quem queria saber: sim, sou”, começou a loira em seu perfil no Twitter, dando a entender que estava falando sobre sua orientação sexual. “Obrigada, Carol e Day por me darem tanta coragem. Amo vocês. Vocês sabem da importância que vocês têm pra mim”, agradeceu a dona da música.

“Dá um alívio ver o carinho que vocês tão tendo comigo. Já tive tanto medo (ok, tenho um pouco ainda) de ser quem eu sou por três principais motivos: o lugar de onde eu vim, minha família e como as pessoas iriam receber, acho que por isso eu ‘demorei’ pra falar sobre, por mais que muita gente já sabia e algumas coisas já vazaram”, declarou a artista.

“Quero falar mais a fundo sobre esse assunto da minha vida quando eu me sentir mais confortável e preparada pra isso tudo. Mas muito obrigada pelo carinho e apoio que vocês tão tendo”, ressaltou a funkeira.

Em setembro de 2020, Lucas Guedez, amigo de Luísa Sonza, deixou escapar durante uma live com a influenciadora digital Gkay que a ex-mulher de Whindersson Nunes já tinha ficado com a DJ Bárbara Labres. Na ocasião, a dona do hit Braba disfarçou, mas não negou a informação.

Fonte: Uol Famosos

Wesley Safadão quer cantar com Juliette: “Já tem até música pronta”

Após o sucesso no Big Brother Brasil 21, a Juliette pode embarcar em outro meio: o musical. A paraibana, que já deixou claro o seu interesse na música durante o reality show, tem chamado a atenção de vários artistas. Depois de Luan Santana, agora é a vez de Wesley Safadão convidar a advogada para uma parceria.

O cantor, que declarou torcida para a Juliette durante o jogo, participou do programa Encontro com Fátima Bernardes nesta quinta-feira (06). Em rede nacional, Safadão babou no talento da campeã do BBB21 e disse ter interesse em colaborar com ela para lançar uma música.

“Tem muito talento. E se em breve ela topar, vamos fazer muitas coisas boas juntos. Vou ser bem sincero para vocês, já tem até música pronta, é só ela topar”, disse ele.

Outro artista que também pensa em cantar com a ex-BBB é o Luan Santana. Nesta semana, durante sua participação no programa “BBB: A Eliminação”, do Multishow, o sertanejo convidou Juliette para ser a musa do clipe do seu novo single “Morena. A mais nova milionária do país logo aceitou a proposta do cantor. Luan também revelou que a sua gravadora, Sony Music, está de portas abertas para receber a advogada no mundo musical.

Fonte: Metropolitana

Juliette vai usar prêmio em tratamento da mãe: ‘Isso é minha prioridade’

Juliette - Divulgação/Instagram

Juliette é a grande campeã do “BBB 21″. Favorita do público, ela levou o prêmio de R$ 1,5 milhão com mais de 90% dos votos.

Em entrevista, a maquiadora revelou que vai usar o dinheiro para pagar o tratamento da mãe, dona Fátima, que sofre de uma doença no coração.

Tenho planos urgentes, que é cuidar da saúde da minha mãe, deixar minha família confortável, numa casa e tudo mais. De resto, eu quero é ser feliz.

Sobre o favoritismo, Ju não imaginava, mas disse que sentia alguns indícios nos discursos de Tiago Leifert ao longo da temporada: “Sentia que era algo para mim, só não verbalizava para não parecer pretensiosa”.

Com 26 milhões de seguidores e uma legião de fãs, a maquiadora imagina que essa identificação aconteceu por ter sido muito sincera no programa:

As pessoas não querem ver perfeição, querem ver coisas reais. Não mais do mesmo. Os momentos difíceis fizeram as pessoas se identificarem comigo.

Excluída do grupão

A perseguição do grupão no início do jogo com Juliette consolidou a maquiadora como favorita, mas ela sofreu bastante até se reerguer dentro da casa.

Eu me sentia feia, burra, tinha vergonha de me olhar no espelho. A única coisa que tinha era minha verdade.

Ela contou que até pode rolar uma conversa sincera agora com Karol Conká, Projota e Nego Di, seus inimigos no jogo: “Esse assunto me dói muito ainda, não vou mentir. Mas eles estavam com muito medo também. São pessoas que têm uma história de luta. Mas não tenho problema, conversaria com todos eles”.

Guerreira

Uma das características de Juliette é sua força. Mulher nordestina, de muito orgulho de suas raízes, Ju reforçou que dona Fátima é sua maior base, uma inspiração, seu símbolo de luta.

Minha mãe me mostrava muita força, ela viveu coisas horríveis. Ela é muito firme e me ensina a ter virtudes. Ela é semianalfabeta, eu e minha irmã a ensinamos a ler e escrever. E ela me ensinava o que não tem preço. Minha mãe apanhava e levantava. A mulher nordestina é a luta, força e resistência.

Fonte: Uol Famosos

Eduardo Costa recebe ameaças após lançar música polêmica: “Ando com seguranças”

Eduardo Costa

Eduardo Costa anda dizendo por aí que vem sofrendo com ameaças desde que lançou a faixa ‘Cuidado’, que é uma crítica em forma de música sobre a atual situação do país. Em um áudio ao qual esta coluna teve acesso, o cantor narra o medo que vem sentindo por conta da integridade de seus familiares .

“Tô bem, mas o lançamento dessa música me preocupou um pouco. Meu preocupou não no sentido de ameaça a minha pessoa. Essa noite não dormi nada. Estouraram foguete aqui na rua de casa e minha filha já recebeu ameaças. Minha mãe, meus irmãos também já receberam ameaças. Nessa hora não vou mentir que dá uma certa preocupação, um certo medo, sabe?”, começa o artista .

Ele também diz que precisou a mudar sua postura e passar a andar com seguranças. “Agora, por exemplo, eu estou no estúdio. Eu não ando com segurança, mas hoje eu tô com dois seguranças, porque eu não conheço esse povo, né gente? Eu não fiz música pra ninguém, nem pra um lado e nem pro outro. Eu não tenho medo de ninguém não, mas quando se trata da minha família, eu tenho medo sim. Minha família é a coisa mais importante que eu tenho”, diz o sertanejo, que garante não se acuar diante das ameaças.

“Mas isso não vai me impedir e me acuar não. Eu vou me proteger, cuidar de mim, da minha família. A música é o maior sucesso que já vi na minha vida. Não só sucesso meu, eu nunca testemunhei um sucesso desse tamanho. O povo brasileiro pegou a música pra si e essa música é do povo, não é minha. Eu compus a música, mas essa música foi Deus quem me deu. Ela é uma carta de Deus para o povo. Não é uma música de política. É uma música alertando o povo, inclusive os políticos. Mas se a carapuça servir, aí é cada um com seus problemas”.

Procurado, Eduardo Costa demonstrou um posicionamento diferente do áudio. “Já teve várias mensagens no Instagram, Facebook e a gente fica meio com medo. Mas tô andando com segurança, nunca andei, mas agora estou. Sempre andei de forma tranquila, mas agora minha preocupação é minha filha, minha família. Estou procurando o máximo proteger eles. Eu acho que a música foi um grande sucesso e nem acredito nessas ameaças. Acho que isso é mais gente ruim querendo causar do que ameaça. Mas não custa prevenir. Não vou pagar pra ver”, afirma o cantor, que garante que a canção não é direcionada a algum partido específico.

“A música não é partidária, ela serve pra todo mundo. É uma música que com certeza prestou um grande serviço ao povo do Brasil inteiro. Viralizou e já está em tudo que é país, não só no Brasil. Já está na Argentina, Uruguai, Paraguai, na América Latina inteira. Com certeza ela vai entrar para a história das músicas que marcaram as músicas brasileiras. Acho que ela será um marco na minha carreira”, finaliza.

Fonte: IG Gente

Morre o ator Paulo Gustavo, aos 42 anos, em decorrência de complicações da Covid-19

O ator e humorista Paulo Gustavo

O ator e comediante Paulo Gustavo, de 42 anos, morreu na noite desta terça-feira por complicações da Covid-19. Internado desde o dia 13 de março no Copa Star, na Zona Sul do Rio, ele foi intubado no dia 21 do mesmo mês, depois de sentir dificuldade para respirar. A morte do artista foi confirmada pela assessoria do ator. Paulo era casado com o médico Thales Bretas desde 2015, e em 2019 eles se tornaram pais de filhos Romeu e Gael, que nasceram por meio de barriga de aluguel.

Muito querido no meio artístico, Paulo Gustavo ficou assustado ao ver outros pacientes tão jovens quanto ele no hospital em que estava. Tatá Werneck, uma das melhores amigas, contou que conversou várias vezes com o artista enquanto ele já estava internado, mas ainda sem precisar ser intubado. “O Paulo me ligou várias vezes, bem-humorado, fazendo piada… Ele é maravilhoso. E falou: ‘Tatá, só tem jovem aqui, no corredor do lado… Só tem jovem. Só tem gente de 30, 20, 40 anos’”, lembrou a atriz e apresentadora durante uma live com o escritor e advogado Pedro Siqueira, com quem rezou um terço na intenção do amigo no último dia 23.

Formado pela Casa de Artes de Laranjeiras (CAL), Paulo Gustavo se destacou em 2006 ao estrear o monólogo “Minha mãe é uma peça” em Niterói, sua cidade natal, vivendo Dona Hermínia, sua personagem mais famosa, inspirada em sua mãe, Déa Lúcia, que lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Shell de Melhor Ator. O espetáculo se tornou um fenômeno, visto por mais de dois milhões de espectadores, e ganhou os cinemas. Foram três filmes, todos um sucesso. O terceiro, inclusive, bateu recordes e se tornou a maior bilheteria do cinema nacional.

Foi o sucesso nos palcos que lhe abriu as portas da TV. Seu primeiro programa foi “220 volts”, que estreou em 2011 no Multishow, onde lançou inúmeros personagens em esquetes hilários. Nos anos seguintes, protagonizou os humorísticos “Vai que cola” e “A vila”. No fim do ano passado, o “220 volts” virou um especial de Natal da Globo.

“O ‘220 volts’ ocupa um lugar muito especial na minha vida, porque foi o meu primeiro projeto com o Multishow e me abriu muitas portas. Teve uma repercussão muito grande na internet e fez todo mundo me conhecer mais ainda. Eu já vinha do ‘Minha mãe é uma peça’, então, o ‘220 volts’ foi uma virada, quando eu passei a fazer televisão. Eu fui muito feliz nesse programa e fico superorgulhoso de estar num especial de fim de ano da Globo fazendo um trabalho que eu amo tanto”, comemorou o artista na época.

Também no ano passado, a TV Globo confirmou que faria a adaptação de “Minha mãe é uma peça” para uma série no Globoplay.

Na TV, Paulo Gustavo fez participações na minissérie “Divã” (2011) e no humorístico “Ferdinando Show” (2015) e também apresentou algumas edições do Prêmio Multishow de Música Brasileira.

Fonte: Extra Globo

Alimentação noturna pouco saudável pode prejudicar desempenho no trabalho

Síndrome do comer noturno: o que é e dicas para lidar com o problema -  07/01/2021 - UOL VivaBem

Um estudo da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA) constatou que os hábitos alimentares noturnos podem impactar o desempenho no trabalho no dia seguinte. De acordo com os pesquisadores, a má alimentação pode gerar tanto problemas físicos quanto psicológicos pela manhã, afetando o comportamento do indivíduo ao longo de seu expediente.

Publicada no periódico Journal of Applied Psychology, a pesquisa contou com 97 participantes, que tinham emprego em tempo integral nos Estados Unidos. Ao longo de duas semanas de trabalho, eles tiveram que responder a três questionários diariamente. No início do dia, relatavam como estava o seu bem-estar físico e emocional; ao final do expediente, respondiam perguntas sobre as atividades realizadas no trabalho. Por fim, antes de dormir, as pessoas descreviam seu consumo de comidas e bebidas durante a noite.

Os cientistas descobriram que a alimentação pouco saudável estava associada a comportamentos que afetavam o desempenho do participante no trabalho. Um deles é a menor disposição para auxiliar os colegas a realizar tarefas, mesmo que não seja de sua responsabilidade. Outra conduta observada foi a de evitar abordar questões relacionadas ao trabalho, ainda que o indivíduo estivesse trabalhando.

Isso ocorre porque os participantes que informavam a má alimentação eram mais propensos a se queixar de problemas como dores de cabeça, dores no estômago e diarreia. Além disso, relatavam tensões emocionais que envolviam o sentimento de culpa e vergonha por conta de seus hábitos alimentares.

“Pela primeira vez, mostramos que a alimentação saudável possui efeito imediato sobre nosso comportamento e desempenho no ambiente de trabalho”, afirma Seonghee “Sophia” Cho, uma das autoras do estudo. “É relativamente bem estabelecido que outras atitudes relacionadas à saúde, como sono e exercício físico, afetam nosso trabalho. Mas ninguém havia olhado para os efeitos a curto prazo da má alimentação”.

Para os pesquisadores, a alimentação pouco saudável se configurava quando o participante sentia que havia comido uma grande quantidade de alimentos de alto teor calórico; exagerado na ingestão de comidas e bebidas; ou quando faziam lanches durante a madrugada.

Por outro lado, o estudo descobriu que os efeitos da má alimentação se manifestam, principalmente, em pessoas com menor estabilidade emocional. Os indivíduos que lidavam melhor com o estresse e apresentavam menor variação de humor tinham menor probabilidade de desenvolver problemas físicos e emocionais por conta da alimentação pouco saudável e, ainda que desenvolvessem, a execução de suas atividades no trabalho não era prejudicada.

Para Cho, as descobertas podem ajudar empresas a promover uma alimentação mais saudável e prestar mais atenção nas necessidades e preferências alimentares de seus funcionários, oferecendo soluções como opções de refeição no próprio local de trabalho. “Isso pode afetar tanto a saúde corporal quanto mental dos colaboradores e, por consequência, sua performance”, diz a pesquisadora.

Devido ao tamanho da amostra, mais estudos nesta área do conhecimento devem complementar estes achados. Em pesquisas futuras, os cientistas pretendem analisar o impacto da alimentação em outros momentos do dia, além do papel de substâncias específicas, como o açúcar e a cafeína. Outra possível investigação é avaliar se existem benefícios na alimentação pouco saudável, como situações em que as pessoas ingerem as chamadas “comidas afetivas” para lidar com o estresse.

Fonte: Revista Galileu

Atriz Barbara Bruno, filha de Nicette Bruno, é diagnosticada com Covid-19 e intubada

A atriz e diretora Bárbara Bruno, 64, primogênita dos atores Nicette Bruno (1933-2020) e Paulo Goulart (1933-2014), foi intubada devido ao agravamento do quadro de Covid-19. A informação foi dada pela irmã dela, a atriz Beth Goulart, 60, neste domingo (2).

“Tenho uma notícia para dar, que não é tão agradável, mas infelizmente é cada vez mais comum nas famílias brasileiras: minha irmã, tão querida, tão amada, Bárbara Bruno, foi testada positivamente para Covid. Ela está internada, hospitalizada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) e hoje teve que fazer a intubação”, disse Beth, que pediu uma corrente de oração não só para Bárbara, mas para todos que estão doentes.

Ela também manifestou fé na recuperação da irmã e confiança de que o momento ruim que a pandemia impõe vai acabar. “Ela [Bárbara] vai receber a plaquinha ‘eu venci a Covid’. Vamos todos comemorar. Vamos rezar para ela e também para todos que estão doentes neste momento, para a família de todos, todos precisam de fortalecimento e luz. Que o planeta Terra receba nossa energia de amor, luz, fé e esperança”, concluiu.

A internação de Bárbara acontece quatro meses após a morte da mãe, ​Nicette, em 20 de dezembro de 2020 também por complicações da Covid-19, após quase um mês hospitalizada. Na época, as atrizes falaram sobre a perda da mãe, ao lado do irmão, Paulo Goulart Filho, 55.

“Nós sabemos que em um momento como esse, que é extremamente doloroso para nós — estamos vivendo uma perda difícil, dolorida... Mas sabemos que todo o Brasil está junto conosco também, sentindo essa dor. Irmanados conosco nesse momento. E isso nos fortalece”, disse Beth, salientando o apoio que vem recebendo dos fãs de Nicette.

Beth comparou o momento de acolhimento que os irmãos estão vivendo com a perda do pai deles, Paulo Goulart, em 2014, em decorrência de um câncer. “Na passagem de meu pai nós sentimos um abraço do Brasil inteiro e agora sentimos novamente um colo, para ser mais maternal o termo. É como se todos estivessem nos dando um colo imenso”, disse a atriz ao Fantástico (Globo), na companhia dos irmãos. 

Fonte: Folha de S. Paulo

Ganhadora de Oscar, atriz Olympia Dukakis morre aos 89 anos

 (crédito: Theo Wargo / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

A atriz Olympia Dukakis, ganhadora do Oscar pelo papel de uma mãe dominadora na comédia romântica “Feitiço da Lua”, morreu neste sábado (1) aos 89 anos.

O falecimento desta veterana do teatro, que abriu caminho no cinema tarde em sua carreira, foi confirmada na conta privada de seu irmão, Apollo, no Facebook.

“Minha amada irmã, Olympia Dukakis, faleceu esta manhã na cidade de Nova York”, escreveu ele. “Após vários meses enfrentando problemas de saúde, ela finalmente está em paz, ao lado de seu [marido] Louis [Zorich]”.PUBLICIDADE

A causa da morte não foi imediatamente informada.

Dukakis ganhou o Oscar de atriz coadjuvante por seu trabalho em “Feitiço da Lua” (1987) no papel da mãe desdenhosa de uma jovem viúva interpretada por Cher. O papel também rendeu a Dukakis um Globo de Ouro e uma indicação ao BAFTA, prêmio do cinema britânico.

“A parte divertida é que as pessoas passam por mim na rua e gritam falas dos meus filmes: de ‘Feitiço da Lua’, eles dizem, ‘Sua vida vai descer pelo ralo'”, disse Dukakis ao Los Angeles Times em 1991. “É realmente divertido”, completou.

Dukakis também foi aclamada pelo papel da fofoqueira de um salão de cabeleireiro em uma pequena cidade da Louisiana em “Flores de Aço” (1989), no qual atuou ao lado de Julia Roberts, Shirley MacLaine, Sally Field e Daryl Hannah.

Já com o Oscar, em 1988, Dukakis se tornou um nome conhecido nos Estados Unidos por causa do prêmio e também porque seu primo, Michael Dukakis, obteve a indicação do Partido Democrata à Presidência.

Ela fez menção a ele em seu discurso de aceitação do Oscar, exclamando, “OK, Michael, vamos lá”, ao concluir sua fala com a estatueta na mão.

Michael Dukakis acabou perdendo as eleições para o republicano George H.W. Bush, mas tanto ela quanto o primo permaneceram ativos na política.

Olympia Dukakis deixa filha e dois filhos que teve com Zorich, falecido em 2018.

Fonte: Correio Braziliense

Dia das Mães: bons vinhos para presentear

Presente de dia das mães: Nossa dica são os vinhos - Bebidas Famosas - Blog

Mãe é tudo igual e só muda o endereço? Nem tanto, nem tanto. Possivelmente, quem acha isso deve acreditar que vinho também é tudo igual, só muda o preço, o que também não é verdade.

Para ajudar na escolha da garrafa que pode ser oferecida a ela, fiz uma lista que inclui rosé, espumante, branco e tinto.

De Martino Malbec Rosé
Elaborado com uvas malbec do vale de Maipo, no Chile, pelo método de sangria (extraindo uma parte do líquido de um vinho tinto para elaborar um rosé), é claro, leve e fresco. Delicioso. R$ 69,90, evino.com.br.

Champagne Montaudon Brut
Leva 40% de pinot noir, 35% de pinot meunier e 25% de chardonnay. Tem um resultado agradável, mais leve e sem complicação. R$ 403,90, wine.com.br.

Planeta Chardonnay IGT
Leva só uvas chardonnay cultivadas em solo vulcânico na sicília e passa onze meses em barricas francesas, 50% delas novas. Encorpado e refinado, um dos melhores brancos da itália. R$ 410,99, amazon.com.br.

Philosophia Cabernet Franc
O topo de gama da vinícola Góes, de São Roque, 100% cabernet franc, com doze meses em carvalho, encorpado e complexo, com a elegância dessa uva. R$ 129,90, evino.com.br.

Há 30 anos, o Brasil perdia o cantor e compositor Gonzaguinha; conheça trajetória

O cantor e compositor Gonzaguinha faleceu há 30 anos, no dia 29 de abril de 1991

“Tinha eu então pouco anos/ Quando eu te conheci/ Passei por mil desenganos/ Nunca mais te esqueci/ Agora eu choro a saudade/ Que no meu peito ficou/ Lembrando a felicidade/ Que de mim você roubou/ Acho que foi por maldade/ Que a saudade em mim ficou”. Os sentimentos na canção “Lembrança de Primavera” são tão complexos que poderiam ser escritos por alguém de muita idade. Mas, na verdade, foi feita por um menino, que ainda vivia seus 14 anos. Tornou-se a primeira composição de Gonzaguinha (1945 – 1991).

Desde o nascimento, Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior carregava o nome de um dos maiores sanfoneiros do país. O “rei do baião”, Luiz Gonzaga, era seu pai. Entretanto, o menino cresceu com os padrinhos no morro de São Carlos, no Rio de Janeiro.

Ele foi morar com o cantor apenas no final da adolescência. Com o objetivo de estudar, passou a viver na Ilha do Governador, considerado um dos bairros mais antigos da cidade carioca.

Mas uma trajetória de divergências marcam a relação entre pai e filho. Além das diferenças nos pensamentos políticos, também enveredaram por caminhos distintos na música. Enquanto o primeiro atravessa o xote, o baião e o forró pé de serra, o segundo percorre o samba, a MPB e a bossa nova. Essa conexão artística chegaria somente anos após o início da carreira de Gonzaguinha.

O relacionamento entre os dois foi até retratado no filme “Gonzaga: de Pai para Filho” (2012), dirigido por Breno Silveira. O enredo mostra a história pessoal e profissional de Gonzagão, além de focar na distância entre ele e o filho. “A relação de Gonzaguinha e Gonzagão fala muito sobre o Brasil”, comenta a cantora Bruna Caram, que lançará um álbum com regravações de Gonzaguinha no final do ano.

Logo no começo da trajetória na música, tornou-se um dos fundadores do Movimento Artístico Universitário (MAU). Em meados da década de 1960, o maior objetivo da iniciativa era unir universitários para facilitar a divulgação de suas obras nos veículos de comunicação e em outros lugares. Participavam também outros nomes que viraram grandes artistas brasileiros, como Ivan Lins, César Costa Filho e Aldir Blanc (1946 – 2020).

Por meio do auxílio desse grupo, fez sua estreia no cenário da indústrial musical. No Festival Universitário da Música Popular, da TV Tupi, em 1968, concorreu com “Pobreza por Pobreza”. Naquele momento, entoou uma temática que seria recorrente em sua obra: “Nascido e criado aqui/ Sei o espinho aonde dá/ Pobreza por pobreza/ Sou pobre em qualquer lugar/ A fome é a mesma fome que vem me desesperar/ E a mão é sempre a mesma que vive a me explorar”.

As obras seguintes enveredam por narrativas semelhantes: “O Trem”, “Um abraço terno em você, viu mãe”, “Mundo Novo, Vida Nova”, “E Vamos À Luta”, “O Que é, o que é?”, “Redescobrir” e muitas outras trazem sua opinião sobre a realidade social. Mas conseguiu revelar, em meio a tantas críticas, uma visão esperançosa. Convocava as pessoas a persisitirem, era o próprio povo.

“Algo que acho muito bonito nele é que suas canções de luta são canções sem rancor. São de alegria de lutar por algo justo”, comenta a cantora Bruna Caram. Para ela, as composições do artista trazem empatia: “ele tinha muita empatia pela dor humana, colocava-se no lugar do outro, entendia os pontos de vista.”

Esses sentimentos de positividade até hoje são entoados. Suas letras se tornaram um hino de resistência, uma forma do brasileiro encontrar a felicidade a partir da música.

Exemplo disso é “O que é, o que é?” e suas frases que viraram um mantra: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah meu Deus! Eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será. Mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita.”

“A obra dele está muito cheia de criança, mesmo quando falava de assuntos difíceis. Ele se chamava de ‘o moleque’. Suas composições de protesto não andam por um lado amargo, rancoroso”, explica Bruna.

O cantor Marcos Lessa, que gravou o álbum “Estradas: Um Tributo a Gonzaguinha” (2015), compartilha de uma opinião semelhante: “Ele era muito engajado politicamente. Isso, inclusive, rendia algumas discussões com o Gonzagão. Gonzaguinha era engajado com a esquerda, com os movimentos anti-repressivos e anti-ditadura.”

De acordo com o cantor cearense, o artista carioca tinha um amor pelo cidadão. “Ele tem um legado de muito amor ao próximo, dizia que a gente tem que ‘viver e não ter vergonha de ser feliz’. A gente tem que suar, mas de prazer, para viver a liberdade, a felicidade”, comenta.

Gonzaguinha ainda tinha outra face: a do amor. Com o álbum “Começaria Tudo Outra Vez”, de 1976, retornou ao tema de sua primeira composição. “Ele tem uma face do amor, com músicas muito singelas, que falam do ser humano, dos sentimentos do coração”, ressalta Marcos Lessa.

“Lindo lago do amor”, “Um homem também chora”, “Caminhos do coração” e “Simples saudades” trazem uma versão romântica. Entre sentimentos de saudade, paixão e declarações de amor ao ser humano, ele explora uma temática diferente daquela a qual ficou conhecido.

Em meados dos anos 1980, quando já tinha uma carreira consolidada, estreitou o relacionamento com o pai. Luiz Gonzaga havia gravado algumas das canções do filho no passado, mas foi nesta década que os dois viajaram com a turnê “A Vida do Viajante”.

Em 1986, Gonzaguinha funda o selo “Moleque”, com a qual lançou seus dois últimos discos. Hoje em dia, a produtora está sob responsabilidade de Daniel Gonzaga e da família. Foi por ela também que Marcos Lessa gravou o álbum em tributo ao artista.

Teve uma trajetória extensa, mas sua morte foi prematura: faleceu no dia 29 de abril de 1991, em decorrência de um acidente automobilístico. Três décadas depois, suas composições ainda dialogam com os brasileiros da atualidade.

Deixa como legado para a música e para a sociedade a esperança na humanidade: “Nunca se entregue/ Nasça sempre com as manhã/ Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar/ Fé na vida, fé no homem, fé no que virá/ Nós podemos tudo, nós podemos mais/ Vamos lá fazer o que será.”

Fonte: O POVO

Música à venda: como grandes autores estão negociando seus catálogos por milhões de dólares

Paulo Ricardo  — Foto: Divulgação

Por algumas centenas de milhões de dólares, um investidor pode sair com o catálogo inteiro de Bob Dylan, Neil Young, Shakira, Paul Simon e outros grandes compositores. O negócio não é novo, mas desde o ano passado ficou mais comum. Em resumo, a música pop está em período de vendas.

Estima-se que o catálogo de Dylan custou US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão). Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, teria levado para casa US$ 100 milhões (R$ 550 milhões) por sua parte nas composições do grupo. Como os termos de contrato são quase sempre sigilosos, o valor não é certo.

No Brasil, a onda não cresceu tanto – Paulo Ricardo e Toquinho são os maiores nomes a embarcar até agora -, mas há iniciativas que podem colocar outros catálogos de medalhões nesse jogo. Veja em 5 passos como funciona este mercado e entenda por que ele cresceu desde 2020:

  1. No Brasil e nos EUA, um músico pode vender uma parte ou todo o direito patrimonial de suas músicas – o comprador fica com todo o lucro futuro dessa obra em streaming, download ou uso em filmes e anúncios, por exemplo.
  2. Esse comércio sempre existiu. Os Beatles venderam seus direitos por composições ainda nos anos 60. O tesouro chegou a pertencer a Michael Jackson, e só em 2017 Paul McCartney conseguiu recomprar o seu próprio catálogo da Sony, por valor não divulgado.
  3. Quem compra o direito de músicas ou catálogos inteiros espera que elas gerem renda durante muito tempo – ou seja, que essas canções continuem sendo consumidas e valorizadas.
  4. O crescimento do streaming revitalizou a indústria da música e aumentou a expectativa de renda – não só de hits atuais, mas também de músicas antigas ouvidas nas plataformas.
  5. Além disso, o apagão dos shows na pandemia interrompeu o mercado das megaturnês que rendiam muito dinheiro a estes medalhões. Criou-se o cenário perfeito: investidores interessados em comprar e músicos precisando em renda, propensos a vender.

David Crosby vendeu parte de sua obra solo e com Crosby, Stills, Nash & Young e os Byrds. Conhecido pelo estilo “sincerão”, ele deu a seguinte explicação à agência AFP: “A principal razão é simplesmente que estamos todos em uma aposentadoria forçada e não há nada que possamos fazer a respeito”.

Do lado dos investidores, uma figura de destaque é Merck Mercuriadis, ex-empresário de Elton John, Beyoncé e Iron Maiden. Sua empresa Hipgnosis já gastou mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) para comprar catálogos que incluem músicas de Neil Young, Blondie, Shakira e RZA.

O comércio está aquecido não só nas negociações com artistas, mas também entre editoras (as empresas que administram os direitos autorais de uma música em troca de uma fatia dessa renda).

Na segunda-feira (27), foi anunciada venda de um catálogo de 145 mil músicas entre duas empresas dos EUA, da Downtown Music Holdings para a Concord Music Group, incluindo algumas faixas de Beyoncé e Lady Gaga.

E no Brasil?

O catálogo de Paulo Ricardo foi o primeiro grande negócio de uma empresa nessa nova onda no Brasil: a Hurst Capital, do empresário Arthur Farache. As músicas incluem hits do RPM e um tesouro dos direitos autorais: “Vida real”, música de abertura do BBB.

A Hurst também fechou com Toquinho, incluindo em sua carteira clássicos como “Tarde em Itapuã” e “Aquarela”, e com o pianista Luiz Avellar – que, além de compositor, tem direitos de arranjador e músico em discos de Djavan, Gal Costa, Milton Nascimento, Simone e mais, por valores não divulgados.

Sucessos mais recentes que foram vendidos incluem o catálogo de Philipe Pancadinha, autor de hits sertanejos como “Largado às Traças”, de Zé Neto e Cristiano, e da produtora de funk CP9, dona de “Parado no bailão”, de MC Gury e L da Vinte.

Mas será que no Brasil a onda vai engolir um catálogo gigante como Dylan lá fora? “Vai acontecer, com certeza. Mas o que tem que acontecer é acoplar uma boa gestão do repertório”, diz Daniel Campello, dono da Orb Music. Ele liderou o estudo de valor e dos contratos de algumas dessas compras no país.

O Brasil tem uma característica que deve ser notada nesse novo mercado, aponta Daniel: regras complexas de direito autoral e sistema de arrecadação que a maioria dos artistas não domina. Ou seja: colher todo o rendimento em potencial destes catálogos não é fácil.

“Só o Ecad tem R$ 1 bilhão retido (arrecadado e não distribuído ao autor por algum problema)”, diz Daniel. A Orb Music já atua na gestão de direitos autorais e agora está entrando neste mercado de compra de catálogos – “não só comprar como cuidar, potencializar o valor”, ele acrescenta.

E o empresário brasileiro faz um alerta que faz coro com o alerta de David Crosby: “Com a pandemia, tem muita gente tentando subestimar o valor do catálogo e oferecer dinheiro para o artista que está sem show, em um momento de fraqueza”. Até para vender é melhor estar bem afinado.

Fonte: G1

Uma em cada 10 mulheres sofre aborto espontâneo no mundo, apontam estudos

Uma em cada 10 mulheres sofre aborto espontâneo no mundo, apontam estudos

Uma em cada 10 gestações no mundo termina com um aborto espontâneo, e 11% das mulheres enfrentam uma gravidez interrompida pelo menos uma vez na vida, apontam três estudos que compõem um relatório publicado nesta terça-feira na revista científica “The Lancet”.

Um total de 23 milhões de abortos espontâneos ocorrem anualmente no mundo, segundo dados colhidos por uma equipe internacional de 31 pesquisadores, que acreditam, no entanto, que o balanço real seja “substancialmente maior”, devido às subnotificações.

Uma em cada 50 mulheres, ou 2%, experimentou dois abortos espontâneos, enquanto menos de 1% passou por três ou mais.PUBLICIDADE

Os níveis de atendimento de mulheres que sofrem aborto são altamente desiguais entre os países, e também dentro de muitas nações ricas, mostram os dados. “Um novo sistema é necessário para garantir que os abortos espontâneos sejam mais reconhecidos e que as mulheres recebam os cuidados físicos e psicológicos de que necessitam”, assinalaram os pesquisadores.

Informações errôneas ligadas ao aborto espontâneo são generalizadas. Muitas mulheres acreditam que ele ocorre raramente ou que pode ser causado pelo levantamento de objetos pesados ou uso prévio de anticoncepcionais. Elas também podem pensar que não há tratamentos eficazes para prevenir a intercorrência, especialmente no caso de mulheres com gravidez de risco. Esses equívocos podem ser prejudiciais, fazendo com que as mulheres e seus parceiros se sintam culpados, e os desencorajando a buscar tratamento e apoio, observam os autores.

O aborto espontâneo é amplamente definido como a perda de uma gravidez antes de 20 a 24 semanas de gestação, com o período exato variando de acordo com o país.

Uma revisão da literatura acadêmica publicada até maio de 2020 identificou muitas causas para os abortos espontâneos, entre elas a idade avançada da mãe, ocorrências anteriores e um pai com mais de 40 anos. Outros fatores de risco são: peso extremamente baixo ou alto, tabagismo, consumo de álcool, estresse persistente, trabalho noturno e exposição constante à poluição do ar ou a pesticidas. As consequências para a saúde podem ser graves, principalmente para mulheres que vivenciam o segundo ou vários abortos espontâneos.

“O aborto espontâneo recorrente é uma experiência devastadora para a maioria das mulheres, mas seu impacto na saúde mental é raramente reconhecido ou tratado”, assinalou Arri Coomarasamy, da Universidade de Birmingham, um dos autores dos estudos. “As mulheres podem sofrer traumas e luto, que podem não ter nenhum sinal óbvio e passar despercebidos.” Também existe uma relação com casos de ansiedade, depressão e – para cerca de 20% das mulheres – transtorno de estresse pós-traumático nove meses após um aborto espontâneo.

Os autores dos estudos observaram que a maioria dos dados são de países mais ricos, mas que o “silêncio em torno do aborto” está em todo o mundo. Eles recomendaram que as autoridades nacionais de saúde fortaleçam os serviços de atendimento ao aborto espontâneo, ampliem a pesquisa sobre prevenção e identifiquem mulheres com alto risco.

“A era de dizer às mulheres apenas para tentarem de novo acabou”, afirma a The Lancet em um editorial que acompanha o relatório.

Fonte: Istoé Dinheiro

Sob risco de veto, projeto contra discriminação salarial entre homens e mulheres volta à Câmara

A mudança feita pelo Senado estabeleceu que será o juiz que analisar a ação o responsável por estabelecer a multa, que pode chegar até cinco vezes a diferença salarial entre o homem e a mulher - Foto: Getty Images

O projeto de lei que pune com multa as empresas que pagam salários diferentes para homens e mulheres na mesma função voltará para a Câmara dos Deputados. Sob risco de veto pelo presidente Jair Bolsonaro, que alegou que a proposta poderia impossibilitar o emprego de mulheres. Os parlamentares alegaram uma questão técnica para que o texto voltasse ao Congresso.

— Tem duas situações. É um PL (projeto de lei) antigo, de 2011, e teve alteração no Senado, ele tem que voltar para a Câmara quando tem alteração de mérito. Mas também teve uma preocupação política com o veto – afirmou a deputada Dorinha Seabra (DEM-TO) ao Globo.

A deputada se referiu às declarações de Bolsonaro em sua live na última semana. O presidente afirmou estar em dúvida sobre sancionar ou vetar a proposta, e disse acreditar que o texto tornaria “quase impossível” a entrada de mulheres no mercado de trabalho.

— Vamos ver se eu sancionar como vai ser o mercado de trabalho para a mulher no futuro. É difícil para todo mundo, para a mulher é um pouco mais difícil. (Vamos ver) Se o emprego vai ser quase impossível ou não — disse o presidente na ocasião.

A proposta começou a tramitar em 2009, e foi aprovada pela Câmara em 2011. Depois de dez anos, no final de março, o Senado aprovou o texto com pequenas modificações, como a gradação da multa a ser aplicada contra as empresas.

A proposta final estabeleceu que a punição passa a ser de até cinco vezes a diferença salarial verificada entre o homem e a mulher – originalmente, seria de cinco vezes. A indenização será multiplicada pelo período de contratação da funcionária, respeitando um limite de cinco anos.

Para a deputada Dorinha, não há dúvidas de que o problema da discriminação salarial entre homens e mulheres existe no Brasil e é uma questão persistente. Ela cita dados do IBGE que apontam a diferença de 22% nos pagamentos entre homens e mulheres brancos, que pode passar dos 60% quando a comparação é feita entre um homem branco e uma mulher negra.

— É inimaginável pensar que possa persistir uma situação dessa – declarou.

Ela explicou que o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), fez o pedido para que o texto voltasse para a Casa e que já teve reforço do comando do Congresso. Um ofício do dia 23 de abril, assinado pelo senador Irajá (PSD-TO), que é o primeiro-secretário do Senado, solicitava a restituição do projeto enviado à sanção ao ministro Onyx Lorenzoni, da secretaria-geral da Presidência.

— Ele volta para a Câmara para adequação: verificar a alteração no Senado, que a meu ver é mais benéfica ao empregador e menos para a mulher, e tem essa questão de deixar claro os elementos do texto – afirmou a deputada.

A manifestação na live semanal não foi a primeira vez em que Bolsonaro se opôs à aprovação de leis que endureçam as regras do mercado de trabalho para coibir diferenças salariais influenciadas por questões de gênero.

Na campanha presidencial de 2018, Bolsonaro afirmou que era suficiente a previsão na CLT de que homens e mulheres devem ser remunerados da mesma forma. Ele afirmou que eventuais descumprimentos das empresas deveriam ser corrigidas pela Justiça.

Bancada do Senado fez mobilização

A volta do projeto à Câmara causou desconforto entre as senadoras. Havia um entendimento de que durante a pandemia pequenas alterações, como a realizada nesta proposta, não demandariam nova análise da proposta.

A mudança feita pelo Senado estabeleceu que será o juiz que analisar a ação o responsável por estabelecer a multa, que pode chegar até cinco vezes a diferença salarial entre o homem e a mulher.

Na última semana, as senadoras fizeram forte mobilização para pressionar o presidente Jair Bolsonaro pela sanção do texto. Na ocasião, parte da bancada feminina do Senado foi às redes sociais e promoveram algumas hashtags, entre elas a #PL130SancionaPresidente.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) escreveu que “o argumento de que a luta pela igualdade no mercado de trabalho prejudica a empregabilidade das mulheres reforça essa desigualdade. Queremos justiça e respeito”.

Fazendo uma menção mais direta à possibilidade de veto por parte do presidente Bolsonaro, esteve a manifestação da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP). “Congresso aprova lei que multa empresas por diferença salarial entre homens e mulheres, mas Bolsonaro cogita vetar. Mulheres estão cansadas de falta de equidade. Não precisamos de um presidente para perpetuar desigualdades”, escreveu.

Também se manifestaram as senadoras Daniella Ribeiro (PP-PB), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Leila Barros (PSB-DF), Kátia Abreu (PP-TO), Rose de Freitas (MDB-ES) e Zenaide Maia (PROS-RN).

Mulheres ganham menos

Pesquisa do IBGE revelou que no Brasil a média salarial das mulheres é ainda muito distante da dos homens. Em 2019, elas ganhavam 77,7% do salário médio de homens. A diferença é ainda maior nos cargos de liderança ou gerência nas empresas. Elas ganham 61,9% da média salarial deles.

Em geral, as mulheres são mais escolarizadas do que os homens – 19,4% das mulheres com mais de 25 anos tinham curso superior em 2019, contra 15,1% dos homens na mesma faixa etária. Mulheres com filhos sentem mais dificuldades para se colocar no mercado de trabalho, e também dedicam o dobro do tempo dos homens aos cuidados com a casa: são 21,4 horas semanais.

Fonte: Yahoo

Superlua Rosa e Chuva de Meteoros fecham o mês de abril

Superlua rosa

Para os amantes de astronomia e admiradores do céu, a reta final do mês de abril está sendo muito aguardada, isto porque um fenômeno especial deve ocorrer durante esta semana. O fenômeno astronômico conhecido como superlua deve ocorrer entre os dias 26 e 27 de abril, ao qual poderá ser visto a olho nu. O horário vai depender da localização de cada cidade, mas estima-se que o espetáculo deva começar a partir das 19h.

Segundo especialistas do Observatório Astronômico de Lisboa, o fenômeno superlua é definido pelo momento em que a Lua parece até 14% maior e 30% mais brilhante que o normal, mas apesar de sua beleza incomparável, isto é apenas ilusão de ótica que confunde o cérebro de muita gente causada pela proximidade com o horizonte.

Vale ressaltar que a superlua rosa não tem esse nome devido a sua coloração. A nomenclatura foi adotada por conta do florescimento de uma planta herbácea nativa das florestas nas proximidades das montanhas da Pensilvânia nos Estados Unidos, chamada Creeping Phlox. Os campos rosas foram apenas inspiração para o nome da superlua.

Fonte: Tempo.com

Mulheres são maioria no setor de saúde, mas ganham 37% do salário dos homens em cargos de chefia

Mulheres na área da saúde ganham menos do que homens (Foto: Pexels)

As mulheres são 72% dos trabalhadores da saúde, mas, quando elas alcançam cargos de chefia, a distância salarial em relação aos homens é enorme. Mulheres em posições de liderança no setor ganham, em média, 37% do que recebem homens em cargos equivalentes.

É o que apuraram as pesquisadoras Cristiane Soares e Hildete Pereira de Melo, da UFF, ao analisar o emprego na saúde, a partir de dados do terceiro trimestre de 2020 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), do IBGE. Eles ganham, em média, R$ 25.073. Elas, R$ 9.215.

Essa distância é bem mais acentuada que a verificada entre profissionais em cargos de direção no mercado de trabalho como um todo, no qual mulheres ganham 66% da remuneração média dos homens. Na educação, um ramo também majoritariamente feminino, o percentual é mais alto, de 85%, ainda que permaneça a desigualdade.

Segundo Cristiane, a distribuição dos cargos na saúde é equitativa, mas no salário é diferente:

“As mulheres estão em carreiras menos valorizadas, como pediatria, clínica geral, e há mais homens na cirurgia, o que explica um pouco essa diferença”, afirma Cristiane.

Foi um setor que contratou na pandemia. A ocupação subiu 5% em um ano, 7% entre as mulheres. Mas, no geral, elas perderam espaço nas chefias e direções. A queda para elas foi de 24,2% contra 20,5% dos homens. Hildete explica que prêmios salariais por avanços na educação são mais expressivos para os homens: “O ganho da mulher sobe, mas numa proporção menor.”

Claudia Cohn é diretora executiva do Grupo Dasa. Biomédica, está na gestão há mais de 20 anos. Hoje, diz ver seu trabalho valorizado e a diversidade ganhando espaço nas empresas de saúde. Mas não foi sempre assim. No começo, viu colegas homens serem promovidos no seu lugar:

“Nos conselhos, na média mundial, há 23,8% de mulheres. No Brasil, são 11,5%. No setor de saúde, 4% setor de saúde, 4%. Dá para contar nos dedos.” Mas ela é otimista sobre o futuro das mulheres no setor: “Pela empresa em que trabalho e por ver as mulheres buscarem mais e mais formação, serem “raçudas”, focadas, perseverantes, criativas.”

Regina Madalozzo, economista do Insper, diz que, conforme se sobe na empresa, a diferença salarial aumenta: “Nos serviços de saúde mais respeitados, que pagam mais, os homens são mais presentes. As mulheres são chefes em clínicas menores.”

Leticia de Oliveira, coordenadora do Grupo de Trabalho Mulheres na Ciência da UFF, constatou que elas perderam mais na pandemia. Em pesquisa com 3.629 cientistas brasileiros entre abril e maio de 2020, as docentes submeteram menos artigos para publicação: 76% dos docentes homens sem filhos conseguiram preparar textos contra 47,4% das mulheres com filhos e profissionais negras.

Ela diz que, na universidade, a mulher está em coordenação de cursos de graduação, programas de extensão, orientação de alunos de iniciação cientifica, cargos que pontuam pouco e dão mais trabalho: “Há pouquíssimas reitoras no Brasil. São 30%.”

Na quinta-feira 922/04), o presidente Jair Bolsonaro se disse indeciso sobre a sanção da lei que prevê multa a empresas que pagam salários diferentes para homens e mulheres na mesma função, aprovada no Congresso. Afirmou que pode tornar “quase impossível” o emprego para elas. Segundo Ricardo Sales, sócio da consultoria Mais Diversidade, esse tipo de legislação avança em vários países, como o Reino Unido.

Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios

Cantora italiana Milva morre aos 81 anos de idade

Morreu nesta sexta-feira (23), aos 81 anos de idade, a cantora italiana Maria Ilva Biolcati, mais conhecida como Milva.

Milva fez sucesso sobretudo nas décadas de 1960 e 1970

O falecimento foi confirmado pela filha da artista, Martina Corgnati, que disse que a mãe estava doente havia tempos. Milva vivia em Milão com Martina, que é crítica de arte, e sua secretária Edith.Está gostando da notícia? Fique por dentro das principais notícias de EntretenimentoAtivar notificações

Em seu perfil no Twitter, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, afirmou que a cantora foi uma “protagonista da música italiana”. “Uma intérprete culta, sensível e versátil, muito apreciada na Itália e no exterior. Expresso meu sentimento de condolências à família”, acrescentou.

Já o ministro da Cultura, Dario Franceschini, disse que Milva foi uma das cantoras “mais intensas” da história do país. “Sua voz suscitou profundas emoções em gerações inteiras. Uma grande italiana, uma artista que, começando de sua terra amada, alcançou os palcos internacionais, tornando seu sucesso global e levando ao alto o nome de seu país”, salientou.

Apelidada de “Pantera de Goro”, em referência à sua cidade natal, e de “A Vermelha”, por causa de seus cabelos ruivos, Milva fez sucesso sobretudo nas décadas de 1960 e 1970 e é autora de canções como “Tango Italiano” e “Flamengo Rock”.

A artista participou de 15 edições do Festival de Sanremo, principal concurso musical da Itália, tendo como melhor resultado um segundo lugar em 1962. Também é sua uma das versões mais célebres da música de resistência “Bella Ciao!”, lançada em 1965.

Além disso, Milva foi atriz de teatro e participou de cerca de 40 peças entre 1964 e 2009. A artista havia sido vacinada contra o novo coronavírus em 26 de março, quando publicou uma mensagem no Facebook defendendo a campanha de imunização.

“Tomem a vacina vocês também. Precisamos voltar à vida de antes e abraçar nossos entes queridos. Juntos podemos derrotar esse vírus”, escreveu Milva na ocasião. O velório da cantora será na próxima terça-feira (27), no Piccolo Teatro Strehler, de Milão, mas de forma privada. 

Fonte: Terra

Luciano Camargo relembra perda do pai quando estava com Covid: “Não pude receber um abraço”

Luciano Camargo com o pai, Francisco, e a mãe, Helena (Foto: Reprodução/Instagram)

Luciano Camargo ainda se emociona quando se lembra de quando recebeu a notícia de que seu pai, Seu Francisco, tinha morrido. O cantor, que na época tinha testado positivo para a Covid-19 e estava isolado em um quarto da mansão em que vive com sua mulher, Flávia, e as filhas Helena Isabella, conta que viver o luto ali sozinho foi muito difícil. 

“Quando peguei Covid, a primeira coisa que fiz foi me isolar. Graças a Deus a minha casa é grande e consegui fazer isso. Perdi olfato, paladar e tinha uma dor de cabeça muito forte, mas estava tranquilo. O pior momento foi quando soube de madrugada, no quarto em que estava isolado, que meu pai tinha morrido. Quando você perde alguém, só quer um abraço. Não pude receber um abraço de conforto e nem estar com meus familiares neste momento de fragilidade coletiva para dividir a dor”, conta ele, que esperou a manhã chegar para dar a notícia para sua mulher e filhas.

“Recebi a notícia de que meu pai não estava reagindo, e que eles iam esperar para ver como ele reagiria. Não pude contar para ninguém porque estava isolado. Quando elas acordaram, chamei as três e fiquei chorando. As minhas filhas com as mãos entrelaçadas no peito olhando para mim sem entender nada. Elas nunca tinham tido uma perda, essa foi a primeira notícia de morte, e elas não podiam dar um abraço no pai. Foi muito dolorido, uma dor física.”

Apesar de não ter podido ir no velório e enterro, Luciano se conforta de ter vivido alguns dias ao lado do pai, que há anos estava com a saúde debilitada. Por causa da pausa da agenda cheia de shows, ele pôde encontrar os pais no ano passado.

“Eu já estava me preparando inconscientemente para a partida dele. Fiquei com ele três dias, uma semana antes. Abracei muito meu pai no hospital. A gente ficou vendo clipes gospel na TV. Tenho certeza que meu pai aceitou de fato Jesus e há muito tempo. A morte do meu pai aqui na terra não é o fim, é o começo. Aquele abraço que dei nele, acabou sendo uma despedida antecipada. Sei que vou encontrar meu pai de novo e vai ser um abraço eterno.”

Fonte: Quem

Marília Mendonça, Simone & Simaria, Maiara & Maraisa e Naiara Azevedo juntas?

Live sertaneja "Amigas" é anunciada por Marília Mendonça; saiba detalhes

“Amigas”? Marília MendonçaSimone & SimariaMaiara & Maraisa e Naiara Azevedo fazem jus ao título e usaram a palavra para dar dica sobre possível show juntas nas redes sociais nesta sexta-feira (23). Cada sertaneja publicou uma selfie misteriosa com letra aparentemente aleatória na legenda. Juntando as seis, o caso foi resolvido e foi possível ler o substantivo “amigas”.

Marília encabeçou o movimento ao publicar uma foto com a letra “A”. E logo foi seguida por Simone, que deu sequência ao mistério e veio antes da irmã, Simaria. Em um primeiro momento, o público não estranhou, já que as duas são superativas na web.

O nome do suposto projeto em conjunto faz referência ao clássico “Amigos”, que reuniu três duplas masculinas entre os anos de 1996 e 1998 nos especiais de fim de ano da TV Globo: Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano, Leandro & Leonardo. O show fez tanto sucesso que foi recriado em 2019, com direito a turnê por todo o país e especial exibido na televisão no mesmo ano.

A parceria entre os principais nomes do sertanejo feminino parece seguir os mesmos moldes de seu antecessor. Assim como a versão masculina, “Amigas” deve contar com o apoio da Globo – hipótese que ganha força com os comentários de Boninho, diretor de TV da emissora, nas “dicas” deixadas por algumas das cantoras em seus perfis nas redes sociais. “Já estou imaginando”, escreveu o “Big Boss” do “BBB 21“, do qual Marília Mendonça é fã declarada.

Se a teoria se concretizar, será a primeira vez que as seis sertanejas vão trabalhar juntas. Segundo o “POPline”, o projeto terá uma edição especial inicialmente, porém pode vir a se tornar uma tradição da emissora caso seja um sucesso.

Do grupo cotado para o projeto, só Marília Mendonça e Maiara e Maraisa já lançaram álbum em conjunto e se apresentaram em live em junho de 2020. Mas todas as cantoras envolvidas no “Amigas” têm boas relações de amizade entre si. Prova disso são os elogios trocados nas redes sociais.

O mais recente foi de Naiara Azevedo em uma das fotos de Marília. A cantora elogiou o corpo de mãe de Léo em clique de biquíni na última quarta (21). “Parabéns, Marília! Você merece! Tá aí o resultado de todo o seu esforço. Mérito mais que merecido! Tá muito linda! Posta mais”, exclamou a dona do hit “50 reais”, que também impressiona pela forma física.

Fonte: Pure People

Lixo hospitalar atinge litoral do Rio Grande do Norte e praia de Pipa é afetada

Meia tonelada de lixo é encontrada na praia da Pipa e prefeitura avalia  impacto em área de desova de tartarugas | Rio Grande do Norte | G1

Sapatos, roupas, mochilas, tubos para coleta de sangue, seringas e documentos, que somam até o momento 1,5 tonelada de lixo, foram encontrados nesta semana em praias do litoral sul do Rio Grande do Norte.

O material de origem desconhecida começou a chegar por meio de correntes marítimas na quarta-feira (21) e atingiu a faixa de areia de quatro municípios. Uma das áreas afetadas está localizada na praia de Pipa, um dos destinos turísticos mais famosos do estado.PUBLICIDADE

Voluntários e servidores da prefeitura de Tibau do Sul recolheram meia tonelada de resíduos no local. Um dos pontos atingidos é uma importante região de desova de tartarugas.

Em nota oficial, o Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente) informou que ainda não há informações oficiais sobre a origem do material.

O órgão entrou em contato com estados da Paraíba e de Pernambuco para verificar a ocorrência de algum incidente ambiental que possa ter ocasionado o aparecimento dos resíduos nesta região.

“O órgão ambiental recomenda que os municípios afetados recolham o material o mais rápido possível, evitando que retornem aos oceanos e provoquem outros prejuízos enquanto o ocorrido não é esclarecido”, diz o comunicado do Idema.

As cidades atingidas são Baía Formosa, Canguaretama, Tibau do Sul e Nísia Floresta.

O diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, comunicou que foi possível identificar no material nomes de municípios de Pernambuco, a exemplo do Recife, e também de Alagoas.

“Uma das hipóteses é que pode ter caído um malote da embarcação de alguma empresa que presta serviço de recolhimento de resíduos. Até agora, não sabemos o que de fato ocorreu”, destaca.

Nesta segunda-feira (19), também foi encontrado lixo em quantidade maior do que a usual em praias de João Pessoa.

Fonte: O Tempo

Estudo mostra que mulheres adiam a gravidez por medo da Covid-19

 (Foto: AFP / ANTHONY WALLACE)

O resultado preliminar de um estudo realizado durante a primeira onda da Covid-19 no Brasil indica que as mulheres brasileiras têm receio de engravidar devido à pandemia do novo coronavírus, o comportamento é semelhante ao período de epidemia do Zika Vírus. A pesquisa, intitulada “Saúde da Mulher em Época de Zika e Coronavírus (Covid-19)”, é coordenada pela Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A Região Metropolitana do Recife, o Agreste e a Zona da Mata do estado foram alguns dos lugares escolhidos para aplicação da pesquisa, que contou com 3.998 mulheres de 18 a 34 anos durante os meses de abril e maio de 2020. Agora, o estudo vai entrar em uma nova fase para levantar dados sobre a segunda onda da pandemia, em que os pesquisadores vão retornar o contato para entrevistar as mulheres que participaram da primeira etapa.
A Doutora em Sociologia pela UFPE Ana Paula Portella, que faz parte do estudo, destacou a importância dessas mulheres que participaram da pesquisa na primeira onda responderem o novo levantamento: “É muito importante a colaboração dessas mulheres para atenderem nossas ligações, elas precisam saber que nossa pesquisa é séria. Todo o processo foi avaliado por Comitês de Ética no Brasil e nos Estados Unidos”, conta a doutora.
Com o receio de engravidar durante crises de saúde pública, algumas mulheres preferem adiar a gravidez. Outro fator que colabora com a decisão é que o acesso aos serviços de saúde também foi afetado durante a pandemia, como antecipa a pesquisadora: “Muitos serviços voltados para questões da reprodução e da sexualidade como pré-natal, parto, contraceptivos foram afetados. Provavelmente estão operando com um número menor de profissionais e de horas de funcionamento por causa da pandemia”, explica Portella.


Assim como em outras pesquisas de fator social, a socióloga afirma que há diferenças na forma com que as mulheres lidam com sua saúde sexual e reprodutiva durante crises de saúde pública de acordo com sua classe social. “Mulheres com maior escolaridade e maior renda têm mais facilidade em se proteger da Covid-19. Elas tiveram mais facilidade para fazer o isolamento, manter o distanciamento social, fazer o uso de máscara e a higiene das mãos com a frequência necessária para se proteger. Mulheres com menor renda e escolaridade tiveram mais dificuldade para fazer isso.” afirma Ana Paula. 


Os motivos para essa diferença já são conhecidos: a precariedade das moradias, dificuldades para ter acesso às máscaras e à água e sabão na frequência necessária e o impedimento em manter o isolamento social em áreas que são densamente populosas. “Essa diferença resulta numa maior taxa de contaminação e de letalidade entre as mulheres da camada mais pobre da população”, reforça a socióloga.

Fonte: Diário de Pernambuco