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Aracy Balabanian é internada em CTI com falta de ar e faz teste de covid-19

A atriz Aracy Balabanian, de 80 anos, está internada desde a noite de ontem no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Ela deu entrada no hospital após sofrer uma crise de insuficiência respiratória.

Aracy realiza neste momento uma série de exames para saber o motivo da falta de ar, entre eles um teste de covid-19.

Em contato com a reportagem do UOL, a Casa de Saúde São José disse que seu estado de saúde inspira cuidados.

“A Casa de Saúde São José informa que a atriz Aracy Balabanian foi internada ontem, dia 25/05, no CTI, com quadro de insuficiência respiratória. Seu estado de saúde inspira cuidados e a equipe médica está realizando uma série de exames, entre eles o teste de covid-19, ainda sem confirmação do resultado”, disse o hospital em um comunicado.

Uol.

Anitta processa jornalista Leo Dias e Justiça ordena que ele não fale mais nome da cantora


Foto: reprodução

A briga entre a cantora Anitta e o jornalista Leo Dias parece estar longe do fim. Nesta terça-feira (26), mais um detalhe veio a público: um processo movido pela artista contra o blogueiro no qual ela o acusa de mentir em uma reportagem sobre a mãe de Anitta.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o caso corre na 13ª Vara Cível. A defesa de Anitta entrou com um pedido de tutela antecipada que significa que o jornalista Leo Dias seria proibido de citar o nome da cantora para qualquer tipo de manifestação, mesmo antes da sentença do caso.

Parte do processo foi veiculado pelo próprio Leo Dias em suas redes sociais. Em um determinado trecho, o documento explica mais sobre a ação e sobre a reportagem à qual Anitta chama de “mentirosa” e “desleal”.

“Trata-se de uma publicação covarde, desleal, mentirosa, desmedida e descabida, travestida de matéria jornalística, mas que não contém nenhuma informação de interesse público, ao contrário invade brutalmente a vida privada da autora [Anitta] e sua família, com o único intuito de obter lucro e autopromoção”, diz trecho do processo.

Em outra parte, o documento fala em ameaças recebidas por ela. “Diante desse ataque cruel e mesquinho, a autora se viu obrigada a se manifestar nas suas redes sociais para desmentir a absurda publicação, sofrendo de imediato ameaças por parte do Primeiro Réu [Leo Dias], através de mensagens enviadas para o seu celular via aplicação do WhatsApp”.

Pelas redes sociais, Leo Dias não deixou barato e se mostrou incomodado por receber o processo nesse momento.

“Eu não iria mais falar da Anitta. Sinceramente, não sei quem está gerindo essa crise. Agora ela decidiu me processar. Oi? Eu não tenho medo de processo”, disse Dias. Ele continuou: “Anitta, quando você parar de me atacar, eu paro também. Analise bem os danos à sua carreira. Fui muito leal a você e jamais questionei o seu talento. Por conta da ação, o assunto de amanhã é Luan Santana e Ludmilla”, completou ele.

Em outro momento, Dias disse que Anitta estaria desesperada. “Nunca fui a um aniversário dela. Anitta sempre me disse que jamais processaria a imprensa. Essa ação está clara para mim: ela está desesperada com tudo o que eu tenho. Eu lamento ter que expor tudo isso. Mas enquanto existir processo, muitos áudios virão a tona”, postou.

Ninguém da equipe de Anitta foi encontrado para comentar sobre os mais recentes desdobramentos do caso.

O desentendimento começou após Leo Dias publicar uma matéria dizendo que a mãe de Anitta, Miriam Macedo, havia deixado o apartamento comprado por Anitta na Barra da Tijuca, no Rio, e retornado ao subúrbio, por não concordar com o comportamento da filha. As duas, no entanto, desmentiram a história.

Diante da repercussão, Anitta admitiu que fez os comentários, mas disse que é, hoje, uma pessoa completamente diferente do que era anos atrás, e que agora é “mais feliz, mais leve e escolhi não passar mais por certos tipos de coisas”. Entre algumas acusações, ela chegou a comentar a dependência química do jornalista.

Segundo relato de Anitta, por muitos anos, ela teve medo de que Leo Dias prejudicasse sua carreira caso não colaborasse com ele. Ela ainda compartilhou o print de uma mensagem que teria sido mandada por Leo Dias a seu assessor, em que ele afirma que “exige que ela jamais o desminta da maneira que ela fez”.

Preta Gil usou suas redes sociais para comentar o ocorrido e afirmou que nunca tinha falado publicamente sobre o assunto, porque preferia falar e desmentir diretamente com Anitta. “Acho realmente uma baixaria e não condiz com meu caráter e personalidade ficar desmentindo essas fofocas”, afirmou.

A cantora também negou a existência do tal grupo de WhatsApp citado no áudio de Anitta, e disse que jamais falaria mal da funkeira ou da Marília Mendonça, também envolvida na polêmica.

F5 – UOL

Covid-19: Zenaide Maia vota a favor de PL que permite paciente do SUS utilizar UTI de hospital particular

Foto: Divulgação

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) votou a favor do PL 2324/2020, que permite que um paciente do SUS possa ser internado em UTI de hospital particular que esteja disponível para os casos suspeitos ou confirmados de covid-19.

O projeto, de autoria da bancada do PT e que também contou com a assinatura de Zenaide, é importante neste momento, em que a rede pública de saúde se encontra colapsada ou à beira do colapso, por causa da crescente demanda de pacientes infectados com o novo coronavírus.

Para evitar prejuízo no atendimento aos pacientes da rede privada, o projeto prevê que a requisição de vagas deverá ser feita para os hospitais particulares que tiverem menos de 85% de ocupação nos leitos de UTI destinados ao atendimento de casos de covid-19. O texto também prevê indenização a essas unidades de saúde pelo uso de vagas de suas unidades de tratamento intensivo.

O PL 2324 segue para votação na Câmara dos Deputados.

Covid-19: Oeste e região metropolitana de Natal registram lotação em leitos

Foto: Reprodução/Youtube

A Secretaria de Estado e Saúde Pública-Sesap atualizou os números do coronavírus no Rio Grande do Norte, no fim da manhã desta quarta-feira(27). Na ocasião, falou o secretário de saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia. Sobre a situação da ocupação de leitos, a situação continua delicada.

Mossoró e região metropolitana de Natal registram ocupação máxima dos leitos, enquanto no Seridó representa 81% e o Alto Oeste(50%).

O Rio Grande do Norte registra 158 novos casos de coronavírus, no total de 5.630, com mais de 14 mil suspeitos, 11.207 descartados, e 242 mortes. Nas últimas 24 horas atualizam 22 óbitos Vítimas foram confirmadas ao decorrer dos dias – no período do dia 20 até este momento.

‘Zoom fatigue’: quando o home office pode levar à exaustão mental

A necessidade do isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus levou muitos profissionais a recorrerem ao chamado home office, traduzido como trabalho em casa. Mas a prática, acompanhada de reuniões por vídeo, tem gerado relatos de exaustão mental.

O cansaço gerado pelo excesso de videoconferências já inclusive recebeu nome: Zoom fatigue. O termo pode ser traduzido como cansaço do Zoom, e faz referência à empresa estadunidense que fornece serviços de chamadas de vídeo.

Thaís Gameiro, neurocientista com doutorado na UFRJ e sócia da empresa de assessoria e educação corporativa Nêmesis, destaca que o termo é novo, se espalhou com a crise e tem motivado estudos sobre a relação entre uma quantidade alta de videoconferências e uma sensação de exaustão. A expressão vale para qualquer chamada de vídeo, incluindo pelo WhatsApp, Skype, Google Meet e outras plataformas.

Para ela, a grande causa do fenômeno é uma ausência de mudanças da rotina de trabalho para o mundo virtual. “A rotina de trabalho presencial foi substituída pela virtual, mas sem discussões sobre limitações e adaptações necessárias”, comenta Thaís.

As reuniões são exaustivas não apenas por serem feitas em grande quantidade e demorar mais tempo, mas também porque a tela de computadores e notebooks, e as imagens mostradas por eles, geram mais estímulos para o cérebro, que gasta mais energia para interpretá-los. É esse gasto de energia que gera a sensação de exaustão.

“A expectativa em torno do home office é que ele trouxesse mais qualidade de vida, mais tempo livre e menos cansaço físico ou mental ao economizar o tempo e processo de deslocamento”, observa Thaís, destacando que para muitos essa expectativa acabou não se confirmando.

A neurocientista alerta, porém, que o Zoom fatigue é diferente da chamada síndrome de Burnout. “O Burnout é uma exaustão por conta do trabalho, mas é um excesso de trabalho acompanhado de sentimentos negativos, como frustração, falta de retorno ou um ambiente de trabalho nocivo”, explica Thaís. Apesar do fenômeno ser recente, a princípio o Zoom fatigue não se associa a esses sentimentos negativos.

Além da exaustão, a exposição a telas por longos períodos de tempo também pode levar à dor de cabeça e dores musculares: a própria luz emitida por elas cansa, e também faz com que pisquemos menos, favorecendo um ressecamento e irritação dos olhos.

“A dor de cabeça vem pelo excesso de funcionamento da parte cognitiva do cérebro, localizada principalmente na testa, já que ela funciona em uma velocidade e um tempo em que não estamos acostumados. Quando prestamos atenção na tela também tencionamos alguns músculos faciais, o que gera dor”, explica Thaís.

Mas como solucionar esses problemas? A neurocientista pondera que a solução depende das empresas e dos empregados. Para as empresas, ela considera que “é importante que os membros da área de recursos humanos possam conversar com os colaboradores, entender a situação deles e passar treinamentos para conscientizar a organização a respeito dos limites das pessoas”.

Nesse sentido, medidas práticas que já ajudam são a diminuição de quantidade e da duração de reuniões por chamadas de vídeo. Elas podem ser substituídas por conversas via mensagens de texto, e-mails ou por áudios. A eliminação das imagens, que estimulam muito mais o cérebro que textos ou áudios, já reduz o trabalho do cérebro e evita a sensação de cansaço mental, evitando problemas para a equipe de trabalho e uma queda da produtividade.

Já o empregado deve identificar as mudanças na rotina que pode fazer para diminuir a fatiga. É importante focar em uma atividade por vez, já que fazer várias, ou pensar em várias, ao mesmo tempo gera cansaço. O uso de câmeras em reuniões pode ser limitado a situações de necessidade, também para retirar o estímulo das imagens em movimento na tela. Além disso, deve-se evitar passar todo o período de trabalho olhando para a tela do computador ou notebook, e procurar tirar alguns descansos esporádicos.

Expectativa x realidade

Para a neurocientista o cenário atual também está ligado a uma expectativa de que o home office traria mais produtividade para as pessoas, o que gera não apenas uma autocobrança, mas também uma exigência por parte das empresas.

“É importante lembrarmos que não é um home office tradicional, estamos no meio de uma pandemia, isolados, saindo pouco, e tudo isso estressa a gente. São elementos de dificuldade que competem pela atenção, isso afeta a disposição”, observa Thaís.

Nesse sentido, é necessário entender o que pode ser feito nas condições atuais, buscando não aumentar a produtividade, mas apenas mantê-la dentro do possível: “busque uma rotina que faz sentido para você, defina o que é essencial para o dia e o que pode passar para o outro dia caso não dê para entregar, e seja gentil consigo e suas dificuldades”.

Emais – Estadão

Coronavírus: os países onde os brasileiros não podem entrar no momento

Foto: Getty Images

A partir desta quarta-feira, 27 de maio, estrangeiros que tenham passado pelo Brasil nos 14 dias anteriores não poderão entrar nos Estados Unidos.

A medida foi tomada para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. O governo americano diz que pessoas que tenham estado no território brasileiro são uma “ameaça” à sua segurança nacional.

A decisão foi tomada depois de o Brasil ultrapassar a Rússia e se tornar o segundo país do mundo com o maior número de casos: são 363,2 mil até agora, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

A disparada das infecções no Brasil foi um dos principais motivos que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a afirmar que a América do Sul é o novo epicentro da pandemia.

Os Estados Unidos seguem como o país mais afetado no mundo, com 1,6 milhão de casos e 98 mil mortes. Com mais de 22,6 mil óbitos, o Brasil é o sexto em número de fatalidades.

“Há quem aponte que os Estados Unidos até demoraram em implementar essa restrição”, afirma Carolina Moehlecke, professora de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Dado o desenvolvimento dos números da epidemia no Brasil, isso poderia ter acontecido antes.”

Um dos fatores que podem ter contribuído para essa demora é o esforço do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) de se aproximar e se alinhar com o governo de Donald Trump.

“Mas essa relação especial não foi suficiente para evitar a imposição dessa restrição. Se havia expectativa do governo brasileiro que essa proximidade bastaria, ela foi frustrada”, diz Moehlecke.

Maioria dos países adotam restrições

No entanto, não se trata de uma medida excepcional por parte dos Estados Unidos, que já havia imposto a mesma limitação a pessoas vindas de outras partes do mundo. Também não é algo inédito em outros países.

A princípio, a OMS não indicava haver necessidade de restringir viagens ou fechar fronteiras por causa do coronavírus.

Mas a partir do momento em que foi declarada uma pandemia e ficou claro que as viagens internacionais tiveram um papel crucial na propagação da covid-19, mais e mais nações adotaram medidas do tipo.

Há países que fogem à regra, como o México e o Reino Unido, onde não está em vigor nenhuma restrição do tipo, ou a Coreia do Sul, onde há apenas algumas limitações relacionadas à China.

Mas, atualmente, a maioria dos países do mundo fechou suas fronteiras para estrangeiros — em geral ou de determinadas nacionalidades —, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), ou suspendeu os voos internacionais,

Isso inclui o próprio Brasil, onde as fronteiras estão fechadas desde 27 de março e permanecerão assim até pelo menos o fim de junho.

“Na história recente, não houve no mundo restrições tão amplas e por períodos tão longos”, diz Moehlecke.

E devemos esperar que essas medidas persistam por algum tempo, na avaliação da professora da FGV, mesmo que não de forma contínua.

“Os países devem fechar e abrir fronteiras no futuro próximo para conseguir controlar as taxas de contaminação e mortes conforme o comportamento do vírus. Haverá mais restrições temporárias enquanto não houver uma vacina pronta para ser aplicada em larga escala.”

Confira a seguir alguns dos destinos onde os brasileiros não podem entrar neste momento, salvo algumas exceções, como para quem é residente no país em questão — e, mesmo nestes casos, quem ingressa é normalmente obrigado a passar por uma quarentena.

Estados Unidos: não permite a entrada de estrangeiros que venham do Brasil, da China, do Irã, do Reino Unido, da União Europeia.

Canadá: a entrada de estrangeiros está proibida.

União Europeia: o fechamento das fronteiras para estrangeiros foi prorrogado até 15 de junho.

Japão: não permite a entrada de estrangeiros que venham de dezenas de países, entre eles o Brasil.

China: não permite a entrada de estrangeiros no país.

Índia: os voos internacionais para o país estão suspensos.

Austrália: não permite a entrada de estrangeiros.

Nova Zelândia: não permite a entrada de estrangeiros.

Argentina: as fronteiras estão fechadas para estrangeiros.

Uruguai: os voos internacionais estão suspensos.

Chile: estrangeiros não podem entrar no país.

Paraguai: os voos para o país estão suspensos.

Bolívia: as fronteiras do país estão fechadas para estrangeiros.

Peru: as fronteiras do país estão fechadas para estrangeiros.

Venezuela: os voos internacionais estão suspensos.

Equador: os voos para o país estão suspensos.

Colômbia: os voos para o país estão suspensos.

BBC Brasil

Coronavírus: Brasil tem 391.222 infectados e 24.512 óbitos; Foram 16.324 casos confirmados e 1.039 mortes registradas nas últimas 24h


Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério da Saúde (MS) divulgou nesta terça-feira (26) o mais recente balanço de novo coronavírus no Brasil. Os principais dados são:

24.512 mortes, um acréscimo de 1.039 registros em 24 horas

391.222 casos confirmados, um acréscimo de 16.324 em 24 horas

208.117 pacientes estão em acompanhamento (53,2% do total)

158.593 pacientes estão recuperados

G1

Assembleia Legislativa prorroga até 30 de junho suspensão do trabalho presencial

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que suspendeu suas atividades presenciais legislativas e administrativas por causa da pandemia do novo Coronavírus – Covid-19 desde 18 de março, tendo prorrogado já duas vezes devido o aumento de casos de Covid-19 no Estado, vai estender mais uma vez o período de trabalho remoto. A decisão foi anunciada na sessão desta terça-feira (26) pelo presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

“Essa Casa vai prorrogar a suspensão de todas as atividades legislativas e administrativas do Poder Legislativo até o dia 30 de junho de 2020”, anunciou o presidente, justificando que a prorrogação do ato da Mesa não trará prejuízos aos trabalhos da Assembleia, que estão funcionando de forma remota, através do teletrabalho, e das reuniões e sessões por videoconferência.

A decisão de prorrogar a suspensão do trabalho presencial se deu após discussão dos deputados na reunião de líderes e da Mesa Diretora ocorrida na manhã desta terça-feira, antes do início da sessão. Os deputados levaram em consideração o aumento no número de casos suspeitos e confirmados de infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) no Rio Grande do Norte, de acordo com o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN).

O prédio Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte é fechado e funciona com ar-condicionado central o que facilita a propagação viral. Daí a necessidade de minimizar as atividades presenciais.

ALRN.

Eudiane solicita que Estado garanta hidroxicloroquina aos pacientes com lúpus

Preocupada com a falta da medicação hidroxicloroquina reuquinol – 400 mg – no Rio Grande do Norte, a deputada estadual Eudiane Macedo (Republicanos) solicitou, através de requerimento apresentado na Assembleia Legislativa, informações sobre a logística no abastecimento e distribuição do medicamento ao núcleo estadual do Ministério da Saúde no RN. A medicação receitada para pacientes portadores da doença lupús, também está sendo utilizada por profissionais médicos no combate à Covid-19.

“É preciso que haja um esclarecimento lógico. A falta deste medicamento tem prejudicado substancialmente os pacientes diagnosticados com lúpus, acarretando problemas graves que vão desde a perda de órgãos ao óbito”, preocupou-se Eudiane.

A deputada requereu também que sejam encaminhados ofícios à governadora Fátima Bezerra, ao secretário de Saúde, Cipriano Maia e ao diretor-geral da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), Ralfo Cavalcanti Medeiros que passem a disponibilizar e garantir o acesso ao medicamento para os pacientes com diagnóstico de lúpus.

“Solicitamos o retorno do fornecimento do medicamento supramencionado cuja falta prejudica o tratamento dos pacientes diagnosticados com lúpus. Por esta razão, solicito que a Unicat volte a fornecer regularmente o medicamento, possibilitando que o tratamento desses cidadãos seja assegurado”, justificou Eudiane.

ALRN.

Saiba como evitar contaminação por covid-19 em casa e com entregas

Foto: Freepik

Ficar em casa não garante que a pessoa não se contamine com coronavírus, afirma o infectologista Luis Fernando Waib, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). Segundo ele, o risco ainda existe, pois, mesmo em casa, não existe isolamento absoluto.

“Você acaba interagindo, pega o elevador, vai buscar uma encomenda”, afirma. Ele explica que o que realmente ajuda a diminuir a chance de contaminação são as medidas de prevenção: isolamento social, utilização de máscaras quando sair e higiene frequente das mãos.

Foi o que aconteceu com Claudia Raia e sua família. “”Nós ‘coronamos’ em casa. Uma loucura. Desci para buscar uma comida e acho que foi no elevador” afirmou a atriz em entrevista à Harper’s Bazaar.

Para evitar se contaminar dessa maneira, é necessário utilizar máscaras quando for receber encomendas, não levar as mãos ao rosto e lavá-las assim que chegar em casa.

Para entregas de comidas e refeições, o médico recomenda que tire os alimentos da embalagem, coloque em um recipiente da própria casa e lave as mãos antes de comer.

Verduras, frutas e legumes devem ser higienizados como já se fazia antes. “A gente já lavava antes. Nenhuma doença desapareceu, só somou, então lavar esses alimentos já deveria ser da rotina.”

Alimentos que venham embalados e bananas não precisam ser higienizados, a recomendação é apenas de lavar as mãos antes de comer.

R7

Artistas chegam a faturar mais de 1 milhão de reais com lives

Foto: Reprodução/Instagram

Desde que a quarentena pela pandemia de covid-19 começou no Brasil, diversos artistas já se apresentaram de casa com transmissão ao vivo. Gusttavo Lima foi um dos pioneiros do novo modelo de shows e fez uma apresentação histórica com cerca de cinco horas de duração.

Se hoje as lives viraram um fenômeno, há alguns anos, a situação era bem diferente. Segundo Filipe Callil, CEO da ClapMe, empresa que trabalha com live streaming desde 2013, era um desafio provar a importância das transmissões ao vivo.

“A gente tinha uma dificuldade em convencer as pessoas que elas tinham que fazer live, principalmente artistas. Eles costumavam dizer ‘a transmissão ao vivo vai comprimir meu áudio, vai deixar minha voz anasalada. Cantar na minha casa? Imagina, vai expor minha privacidade e minha família…’”, relembra o empresário, que começou a ver uma mudança de comportamento quando o Facebook implementou a ferramenta de lives por conta das Olímpiadas de 2016 e, pouco tempo depois, também no Instagram.

Com a pandemia, as transmissões ao vivo se tornaram a única alternativa para o mercado musical obter receita e os artistas acabaram se rendendo ao formato. Atualmente, Filipe estima que grandes nomes da música, como Luan Santana e Marília Mendonça, possam faturar mais de 1 milhão de reais cada um por live.

“Isso só de patrocínio, porque há um impasse com relação ao pagamento do YouTube em cima das views. Mas se eles fecham três cotas de 300 mil reais cada uma nas lives…”, declara.

O que as marcas procuram?

As transmissões ao vivo também fizeram as empresas e especialistas de marketing saírem da caixinha. Filipe explica que a live nunca foi vista como uma ferramenta de compra de mídia, como acontece agora.

“Muitos pensavam: ‘Por que vou botar minha grana numa live do Gusttavo Lima e, de repente, ter a imagem da minha marca atrelada a algo não muito legal, se posso comprar mídia no YouTube ou em um portal, onde tenho segurança?’ Na quarentena, a live começou a ganhar audiência, repercussão e virou basicamente a saída para todo mundo.”

Thays Almendra, CEO da Social Digital BR e especialista em planejamento estratégico de projetos digitais e marketing de influência, afirma que desde o início da pandemia surgiram inúmeros pedidos de anúncios em lives. Para atender as marcas e indicar um artista, Thays diz que precisa entender as necessidades individuais.

Gusttavo Lima já fez três lives nesta quarentena. Foto: Reprodução/YouTube

“A primeira pergunta que eu faço é: qual seu objetivo? Se a marca ‘x’ quer o maior alcance de todos com total de views de 15 milhões, você pensa em Gusttavo Lima ou Simone e Simaria. Tem marca que investe em lives pequenas, porque ela quer de fato alcançar o público nichado daquele artista. Mas, muito mais do que ter alcance, uma live tem que ter alguma relevância tanto para a marca, quanto para o artista”, explica.

Thays afirma que a live por si só não vai trazer a conversão imediata que a marca procura, pois existe todo um fluxo de compra (interação com QR code ou cross com outras mídias, por exemplo). Mas, diante da grande visibilidade dos shows ao vivo, ela acredita que o investimento seja o mais vantajoso atualmente.

“A live está na crista da onda e os clientes vão querer estar por trás dela. Os olhos das pessoas estão voltados para o digital, principalmente para o YouTube. Cresceu muito a procura de quem não usava essa ferramenta (75% de aumento na faixa etária de 35 a 54 anos, segundo dados da Kantar). Se você for ver o ibope no momento que passa seu comercial na TV e a quantidade de pessoas atingidas, o alcance que determinadas lives têm, muitas vezes, é maior. Acho que uma coisa não anula a outra, mas se você tem só uma grana pra investir, eu investiria na live.”

Futuro das lives pós-pandemia

Para Filipe, o uso do streaming e as ramificações em cima deste mercado que vão surgir daqui pra frente são um caminho sem volta.

“Se antes já era uma tecnologia latente, prestes a explodir, agora, a marca que não fizer ativações pensando em live, depois da quarentena e do boom das lives, vai estar para trás. Não dá pra prever os novos produtos e ideias que virão, fugindo da parte da música, esporte, gastronomia para outras frentes. Mas a gente quer estar na guarda como autoridade e ditador de tendência. É briga de cachorro grande”, avalia o especialista.

Thays engrossa o coro e declara que, apesar de as lives já serem tendência entre gamers e grandes festivais no passado, foi aceita pelos músicos e veio para ficar.

“O digital virou o foco da campanha, trouxe autenticidade para os conteúdos. Os artistas e influenciadores vão repensar que as pessoas querem estar mais próximas deles. O que acho que vai cair são influenciadores fakes que não dão a cara a tapa. Pode ser em live, ou em outro formato que vier pós-pandemia, o que vai impactar de fato é a realidade, o que está acontecendo na sua casa? A live veio a partir disso, dentro da casa do artista e do influenciador”, sugere.

R7

TRE-RN considera propaganda eleitoral a distribuição de sabão e álcool gel por vereadora de Parnamirim

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, por maioria, negou provimento ao recurso da vereadora Professora Nilda, de Parnamirim, em um processo movido pelo Ministério Público Eleitoral contra a parlamentar municipal por suposta propaganda eleitoral irregular. Foi o primeiro recurso relacionado a Covid-19 e as Eleições 2020. Com a decisão fica mantida a multa de R$ 5 mil reais estabelecida na decisão do primeiro grau.

O MPE entendeu que a distribuição de kits com sabão, álcool gel e panfleto com orientações apara a prevenção do Covid-19 realizada pela vereadora no mês de março se configurou como propaganda política fora do prazo legal. A defesa de Professora Nilda afirmou que o ato não constituiu pedido explicito de voto. Matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

Fátima confirma chegada de 80 respiradores enviados pelo Governo Federal ao RN

Foto: Reprodução/Twitter

Através das redes sociais, a governadora Fátima Bezerra(PT) celebrou a chegada de 80 respiradores enviados do governo federal ao Rio Grande do Norte. “Boa notícia! Recebemos neste domingo 40 respiradores para o RN e outros 40 para Natal. Após contatos com o ministro general Ramos, relatando a nossa situação aflitiva com relação à falta de respiradores, chegaram os equipamentos, que serão distribuídos nos leitos de UTI da Liga”, disse.

Espanha amplia relaxamento e quer volta de turistas em julho

Foto: © Reuters/Juan Medina/Direitos Reservados

A Espanha dá novos passos para sair de um dos confinamentos mais rigorosos da Europa nesta segunda-feira (25), com mais trânsito na ruas de suas duas principais cidades, a volta às aulas em algumas comunidades e o apelo do governo pelo retorno dos turistas estrangeiros, uma das principais fontes de renda do país.

O segundo país mais visitado do mundo fechou as portas e as praias em meados de março para enfrentar a pandemia de covid-19, mas o pior já passou, e prevê revogar em questão de semanas o isolamento de 14 dias que impõe aos recém-chegado do exterior, o que coincidirá com a livre circulação dos espanhóis por todo o território assim que o estado de alarme for suspenso.

“É coerente ir planejando as férias para vir à Espanha em julho”, disse a ministra do Turismo, Reyes Maroto, em entrevista à Rádio Onda Cero, repetindo a mensagem divulgada no fim de semana pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, com o objetivo de salvar a temporada de verão de um setor que normalmente atrai 80 milhões de visitantes por ano.

A vida regressa às ruas da capital Madri, muito afetada pela crise sanitária, e é possível entrar no Parque del Retiro pela primeira vez em mais de dois meses, enquanto alguns terraços de bares e restaurantes voltam a subir a persiana.

“É ótimo, já estava com vontade. E meu cachorro também”, disse Anna Pardo enquanto caminhava sob o sol com seu animal de estimação pelo Retiro.

Passeando, fazendo exercícios e conversando, os madrilenhos cruzam as avenidas sombreadas do parque ou param para contemplar seu pequeno lago, no qual faltam os botes de remo de passeio habituais.

Nas ruas se vê um tráfego maior nesta segunda-feira. Embora agora os bares e restaurantes possam abrir seus espaços exteriores com metade da capacidade, poucos terraços voltaram a abrir de manhã em Madri – seus donos mediam a rentabilidade do negócio, atendendo somente alguns poucos clientes.

Embora a maioria dos alunos continue em casa estudando pela internet, alguns colégios do País Basco reabriram.

A Espanha registrou 235.772 casos e 28.752 mortes por covid-19 até agora. A taxa de contágio parece sob controle, e o número diário de mortes estava abaixo de 100 na última semana.

Os convites de Sánchez e Maroto aos turistas nacionais e estrangeiros deram um impulso forte de 14% às ações de grupos como a Meliá, rede hoteleira, uma das ações mais afetadas pela pandemia.

A metade do país, incluindo os arquipélagos turísticos das Canárias e Baleares, já se encontra na chamada fase 2, em que as restrições de movimento e comércio são ainda mais flexibilizadas.

Agência Brasil

Covid-19: RN tem 467 pacientes internados; na ocupação de leitos, região metropolitana de Natal registra 97% e Oeste (95%)

A Secretaria de Estado e Saúde Pública-Sesap atualizou os números do coronavírus no Rio Grande do Norte, no fim da manhã desta segunda-feira(25). O secretário adjunto, Petrônio Spinelli, informou que, neste momento, 467 pacientes estão internados, distribuídos nas redes públicas e privadas.

Segundo Petrônio Spinelli, dentre os internados estão pacientes de diversos graus de gravidade, que vão da enfermaria, a unidades de UTI semi-intensiva e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Sobre a situação dos leitos, o secretário adjunto disse que a região metropolitana de Natal registra 97%, seguida da Oeste(95%), Alto Oeste – Pau dos Ferros(80%) e Seridó(64%).

Teresa Maia, ex-primeira dama do RN, morre aos 98 anos

A ex-primeira dama do Rio Grande do Norte, D.Teresa Maia, faleceu na tarde desta segunda-feira, 25, no Rio de Janeiro, aos 98 anos, vítima de pneumonia.

Viúva do ex-governadora Tarcísio Maia, a baiana D. Teresa foi primeira-dama do RN entre 1974 a 1979.  Deixa três filhos; o embaixador Oto Maia, o ex-senador José Agripino Maia e Ana Silvia Maia.

O ex-deputado Felipe Maia, pelas redes sociais, lamentou o falecimento da avó: “As lembranças e saudades desta avó, madrinha e conselheira ficarão para sempre na minha memória e coração. Neste momento só tenho que agradecer por todo carinho e amor que teve sempre, e principalmente nos 8 anos que morei em sua casa no Rio, comigo, Natália e Luiz Henrique. A sua casa era a nossa casa no Rio. A dor e lembranças serão muitas, mas também a certeza que ela viveu muito amada por nós todos”.

Dia Nacional do Café: veja receitas e outras iniciativas para celebrar a bebida

Companhia praticamente diária do mineiro, o café é o homenageado do mês e o seu consumo no Brasil aumentou em 30% durante a quarentena

Dia Nacional do Café: veja receitas e outras iniciativas para celebrar a bebida

Companhia praticamente diária do mineiro, o café é o homenageado especial deste domingo (24). Maio foi o período escolhido para celebrar o Dia Nacional do Café, uma vez que é neste mês que acontece o início da colheita na maioria das regiões cafeeiras do Brasil. A data foi incluída oficialmente no calendário em 2005 pela da Associação Brasileira da Indústria de Cafés (Abic).

De fato, Minas Gerais é um dos principais Estados produtores de café no Brasil e acompanha não só o aumento no número de cafeterias e profissionais especializados nos métodos de extração do preparo da bebida, mas também no crescimento de um público ávido por novidades e, principalmente, qualidade na xícara.

Em casa. Mesmo em tempos de pandemia do novo coronavírus, o consumo da bebida durante a quarentena, em março, aumentou 35% de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) – o que comprova que, em virtude das medidas preventivas de isolamento social, o café se manteve como item essencial para consumo dentro de casa.

A barista Júlia Fortini (foto), da Academia do Café (BH) e responsável pela quinta geração de uma família produtora de cafés, explica que o dado comprova também que os pacotes do grão estão sendo mais procurados por muitos consumidores via delivery e e-commerce. “A venda de cafés especiais para beber dentro de casa cresceu assim como o interesse das pessoas em conhecer mais sobre receitas e diferentes métodos de extração. Em nosso site, a venda de pacotes aumentou cerca de 80%”, relata ela.

O consumo frequente da bebida durante a pandemia não é tão distante do mapeamento mais recente da Abic, de 2018, que mostrou que cada pessoa consume cerca de 839 xícaras de café por ano. “Agora, percebo a valorização maior pelo grão especial e do pequeno produtor”, explica a barista. Para comemorar o Dia Nacional do café, Júlia lançou um e-book em parceria com o Super Nosso, um e-book com harmonização de cafés e pães para recriar a experiência similar a de uma cafeteria mas dentro do próprio lar. “Pensei em alternativas para fazer em casa e reproduzir receitas de forma mais simples e saborosas”, conta.

Não está ainda permitido comemorar o Dia Nacional do Café na sua cafeteria preferida, mas dá, sim, para celebrar muito bem a data dentro de casa e, de preferência, com uma xícara de café especial e rica em sabores mais complexos. Mapeamos, a seguir, várias ações e iniciativas que acontecem hoje para celebrar a data.

Receita: manteiga de café 

INGREDIENTES 

100g manteiga (aviação) em temperatura ambiente

Café espresso curto 

MODO DE PREPARO

Coloque 100g da manteiga num recipiente, adicione o espresso e misture com um garfo ou escumadeira até ganhar consistência e misturar completamente a manteiga com o café. Deixe na geladeira por 20 minutos e está pronta!

O tempo.

Em vídeo revoltante, mulher é flagrada abandonando seus 11 pets no meio de uma estrada

Uma filmagem que mostra uma mulher abandonando seus 11 animais de estimação – 10 gatos e 1 cachorro – no meio de uma estrada na Flórida, nos EUA, causou bastante revolta.

As imagens foram divulgadas pelo abrigo de animais CARE (Critter Adoption & Rescue Effort, Inc.), que atendeu um pedido para acolher os pets abandonados.

Foto: Facebook / C.A.R.E. Animal Shelter
Foto: Facebook / C.A.R.E. Animal Shelter

Alguns deles foram transferidos para outros lugares, uma vez que a estrutura da CARE não era suficiente para absorver todos.

O ato desprezível da mulher (que ainda não foi identificada) gerou uma forte onda de indignação na Flórida. No vídeo, os animais ficam em pânico ao serem deixados para trás, sem saber o que fazer…

Foto: Facebook / C.A.R.E. Animal Shelter
Foto: Facebook / C.A.R.E. Animal Shelter

Eles ficaram sozinhos por dias até serem resgatados pelos voluntários da ONG. Felizmente, após o acontecido, eles estão bem acolhidos e aguardam adoção.

Amo meu pet.

Shoppings estimam 120 mil demitidos e 15 mil lojas falidas. Presidente da entidade culpa Governadores e Prefeitos. Situação no RN é dramática

As lojas de shopping centers demitiram 120 mil pessoas no Brasil em razão da quarentena provocada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de que 15 mil lojas fechem as portas definitivamente.

Os dados preliminares foram antecipados ao UOL pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), que representa 105 mil lojas no país. A associação antecipou o número de demitidos, mas só deve apresentar uma pesquisa detalhada na semana que vem.

Ao UOL, o presidente da entidade, Nabil Sahyoun, responsabilizou governadores e prefeitos pelas demissões. “Essa situação vai piorar se governadores e prefeitos não determinarem a reabertura gradual e cuidadosa da economia. Ontem, dados mostraram que a arrecadação federal de impostos é a menor em 13 anos.”

Ele afirma que o fato de estados e municípios não terem adiado o pagamento de impostos por parte das companhias prejudicou o empresariado e “também os empregados que dependem das empresas funcionando”, disse, em relação às demissões.

Para Sahyoun, os governadores apoiam medidas restritivas sem considerar “que já não terão sequer receita para manter o sistema de saúde em funcionamento e os salários dos servidores”.

UOL

Especialistas recomendam restringir venda de álcool durante pandemia

Levantamento realizado por 1 grupo internacional de pesquisadores mostra que situações de pandemia podem desencadear 1 aumento nos índices de alcoolismo. Ainda que, no curto prazo, a diminuição da renda ou as restrições na venda possam contribuir para uma redução no consumo de álcool, no médio e longo prazo o estresse causado por eventos como esse pode gerar aumento do uso de bebidas alcoólicas. No Brasil, exceto pelo fechamento de bares, não há políticas de restrição de vendas durante a pandemia, o que pode tornar o quadro ainda mais preocupante.

O estudo foi publicado na revista Alcohol and Drug Review por pesquisadores do Brasil, Canadá, Estados Unidos e África do Sul, e de órgãos como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).

O grupo de autores esteve reunido em uma das maiores conferências mundiais de políticas públicas sobre álcool, em março, pouco antes de vários aeroportos da Europa fecharem por conta da pandemia.

Foi quando começamos a discutir a necessidade de prever a tendência de consumo de álcool durante o surto do novo coronavírus”, diz Zila Sanchez, professora da EPM-Unifesp (Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo), apoiada pela Fapesp e coautora do artigo.

À medida em que o novo coronavírus espalhou-se, os países foram lançando políticas de combate à doença. Ficou claro que seria interessante mostrar como estavam agindo de maneira diferente à venda de álcool durante a pandemia. É sabido que a regulamentação da comercialização é o que mais influencia o consumo de bebidas alcoólicas pelas populações”, explica a pesquisadora.

Atualmente, Sanchez coordena 1 projeto apoiado pela Fapesp, que trata da questão do uso de álcool sob a ótica da prevenção escolar e se prepara para conduzir outro estudo sobre o consumo de álcool durante a pandemia com pesquisadores internacionais.

POLÍTICAS RESTRITIVAS

O levantamento aponta diversos exemplos no mundo de políticas sobre álcool específicas para a pandemia do novo coronavírus. A África do Sul é tida como 1 dos casos mais restritivos. Como parte da estratégia nacional de gestão da crise da covid-19, ainda no dia 18 de março, foi estabelecido no país 1 número máximo de pessoas em bares e limitação no horário de funcionamento desses estabelecimentos e de lojas que vendem bebidas alcoólicas para consumo em casa.

Uma semana depois, porém, com a decretação do lockdown de 21 dias, as medidas se tornaram ainda mais duras. Bebidas alcoólicas não foram incluídas na lista de itens essenciais que poderiam ser comercializados em bares e mesmo as seções de bebidas dos supermercados foram fechadas. As autoridades sul-africanas justificaram que a esperada queda na ocorrência de acidentes e na violência por conta da redução do consumo de álcool deixaria disponíveis mais leitos em hospitais, essenciais durante a crise.

Esse é 1 exemplo de política bastante restritiva, também adotada na Groenlândia e no Panamá. Em alguns lugares dos Estados Unidos, por exemplo, foi proibida a venda de álcool apenas pela internet. No Brasil, vamos na contramão, com inúmeros descontos em aplicativos de venda e artistas fazendo lives [apresentações virtuais] patrocinadas por fabricantes de cerveja”, diz Sanchez.

No dia 13 de maio, o Piauí foi o 1º Estado brasileiro a instituir lei seca, que a princípio só valeria para o fim de semana seguinte, de 15 a 17 de maio. A prefeitura de Palmas (TO) decretou lei seca no município, sem prazo para revogação. Em outros Estados, os bares foram fechados, mas os que vendem comida e bebida alcoólica por entrega podem permanecer abertos.

ÁLCOOL E ESTRESSE

Estudos mostram que o consumo de álcool tem influência negativa no sistema imune, tornando o organismo mais vulnerável a infecções por bactérias e vírus. Além disso, o álcool colabora para a ocorrência de depressão, ansiedade e violência doméstica, que podem ser mais frequentes durante o confinamento imposto pela crise atual.

Uma pesquisa realizada após a epidemia de Sars, causada por outro coronavírus em 2003, mostrou que, entre 800 moradores de Hong Kong, 4,7% dos homens e 14,8% das mulheres tinham aumentado o consumo de álcool 1 ano depois.

Entre profissionais da saúde chineses que ficaram em quarentena ou trabalharam em alas hospitalares com alto risco de contaminação, as chances de reportarem sintomas de abuso de álcool foi uma vez e meia maior do que entre os que não foram expostos ao risco de contaminação.

Da mesma forma, desastres naturais, guerras e atentados terroristas também estão ligados ao aumento do alcoolismo por conta do estresse causado.

Vários estudos mostram que, depois de 1 evento como esse, há 1 aumento de dependentes de álcool na população. As pessoas podem estar consumindo mais álcool agora para lidar com o estresse da situação, mas isso claramente pode seguir como uma dependência após a pandemia. Precisamos considerar a falta de regulamentação na venda de álcool hoje, porque vamos pagar a conta lá na frente”, diz a pesquisadora.

O artigo Alcohol use in times of the COVID 19: Implications for monitoring and policy (10.1111/dar.13074) pode ser lido aqui.

PODER 360